Kremlin reduz desfile do Dia da Vitória em Moscou
O Kremlin anunciou nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, que o desfile do Dia da Vitória em Moscou, marcado para 9 de maio, será significativamente reduzido devido a uma suposta “ameaça terrorista” vinda da Ucrânia. Pela primeira vez desde o início da invasão em grande escala da Ucrânia, em 2022, o evento não contará com veículos militares pesados, colunas de equipamentos militares nem cadetes das escolas militares tradicionais.
Medidas de segurança e mudanças no evento
De acordo com o Ministério da Defesa russo, “alunos das escolas militares Suvorov e Nakhimov, dos corpos de cadetes, bem como a coluna de equipamentos militares, não participarão do desfile este ano devido à atual situação operacional”. O comunicado oficial ainda informou que o desfile deste ano contará apenas com um sobrevoo de jatos de ataque Su-25 sobre a Praça Vermelha, em Moscou. Segundo a agência Bloomberg, os veículos que não participarão do desfile estão sendo utilizados na guerra contra a Ucrânia.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que “todas as medidas estão sendo tomadas para minimizar o perigo”. A Ucrânia não comentou diretamente as acusações, mas um conselheiro do gabinete do presidente Volodymyr Zelensky negou qualquer intenção de atacar o desfile, destacando a presença de civis no evento.
Contexto histórico e ofensivas recentes
O Dia da Vitória celebra a derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, sendo um dos principais marcos históricos usados pelo governo russo para reforçar a identidade nacional. Em 2025, o evento foi ampliado pelo marco dos 80 anos do fim da guerra, com mais de 11.500 militares e 180 veículos militares, além da presença de líderes estrangeiros, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente chinês Xi Jinping.
A redução do desfile ocorre em meio a uma ofensiva ucraniana contra instalações energéticas russas. Na terça-feira, 28 de abril, ataques com drones ucranianos deixaram três mortos na região de Belgorod e atingiram a refinaria de petróleo de Tuapse, no Mar Negro, causando um grande incêndio.



