O presidente da Rússia, Vladimir Putin, defendeu a guerra contra a Ucrânia durante seu discurso no Dia da Vitória, um dos feriados mais importantes do país. As declarações ocorreram em meio a uma trégua de três dias entre Rússia e Ucrânia, que já foi violada segundo o governo russo.
Discurso de Putin no Dia da Vitória
Pela primeira vez em quase 20 anos, o tradicional desfile de tanques blindados e mísseis balísticos não aconteceu na Praça Vermelha. O aparato militar russo foi exibido apenas em telões, enquanto a multidão de militares tomava o local. A celebração foi mais comedida devido ao temor de que a Ucrânia pudesse atacar o evento. Durante a semana, o governo russo havia alertado que qualquer tentativa de interromper as comemorações resultaria em um "ataque maciço com mísseis" no centro de Kiev.
Putin usou o discurso para justificar a guerra mais uma vez, descrevendo-a como uma batalha "justa". Ele classificou a Ucrânia como uma "força agressiva", "armada e apoiada por todo o bloco da Otan". O presidente russo evocou os sacrifícios da Segunda Guerra Mundial para mobilizar apoio aos soldados que lutam atualmente na Ucrânia. "O grande feito da geração vencedora inspira os guerreiros que hoje cumprem as tarefas no território ucraniano", declarou, afirmando que "a Rússia sempre será vitoriosa".
Contexto da guerra e trégua
A guerra na Ucrânia, que se arrasta desde 2022, ainda não tem perspectiva de paz duradoura. Nesta semana, novos ataques foram registrados de ambos os lados. A Rússia acusa a Ucrânia de bombardear um centro de controle de tráfego aéreo na região russa de Rostov-on-Don, enquanto a Ucrânia denuncia bombardeios russos nos últimos dias.
A trégua de três dias, anunciada na noite anterior por Donald Trump, começou neste sábado. Uma pausa semelhante ocorreu no ano passado também para o Dia da Vitória. Putin afirmou à imprensa que acredita que o conflito está próximo do fim. Ele agradeceu aos Estados Unidos pela mediação, mas ressaltou que a questão é bilateral e que um encontro com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky depende de um acordo de paz duradouro.
Após o desfile, o Ministério da Defesa russo acusou a Ucrânia de violar a trégua, sem apresentar detalhes. As autoridades ucranianas não comentaram a acusação.



