O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou neste sábado (9) que acredita que o conflito na Ucrânia está próximo de um desfecho. A informação foi divulgada pela agência Reuters. "Eu acho que o conflito na Ucrânia está chegando ao fim", afirmou o líder russo durante uma reunião do Conselho de Segurança por videoconferência em Moscou.
Putin também fez referência ao cessar-fogo de três dias entre Rússia e Ucrânia, anunciado pelo presidente americano Donald Trump na sexta-feira (8). "Agradecemos por facilitarem as negociações, mas isso só diz respeito à Rússia e à Ucrânia", disse. Questionado sobre a disposição para dialogar com europeus, Putin indicou que sua preferência seria o ex-chanceler alemão Gerhard Schroeder.
Segundo o líder russo, o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, com quem se encontrou após o desfile do Dia da Vitória, teria informado que o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky estaria pronto para um encontro pessoal. "Podemos nos encontrar em um terceiro país, mas somente quando um acordo de paz duradouro for feito", afirmou Putin.
Discurso no Dia da Vitória
Mais cedo, durante o desfile do Dia da Vitória, que neste ano teve formato reduzido, Putin usou seu tradicional discurso para justificar a guerra e criticar a Otan. "O grande feito da geração vitoriosa inspira os soldados que hoje executam as tarefas da operação militar especial. Eles estão enfrentando uma força agressiva, armada e apoiada por todo o bloco da Otan. E, apesar disso, nossos heróis avançam", disse em um discurso de oito minutos. "Estou firmemente convencido de que nossa causa é justa. Estamos juntos. A vitória foi nossa, e será para sempre", acrescentou.
Cessar-fogo de três dias
Após acusações mútuas de violação dos cessar-fogos unilaterais, Trump anunciou uma trégua de três dias, de sábado a segunda-feira, apoiada por Kremlin e Kiev. Os dois lados também concordaram em trocar 1.000 prisioneiros. "Eu gostaria que isso parasse. Rússia-Ucrânia é a pior coisa desde a Segunda Guerra Mundial em termos de qualidade de vida. Vinte e cinco mil jovens soldados todos os meses. É uma loucura", disse Trump a repórteres na sexta-feira, acrescentando que gostaria de ver uma "grande prorrogação" da trégua.
A Rússia, que invadiu a Ucrânia em 2022, havia alertado que qualquer tentativa de Kiev de interromper o evento de sábado resultaria em um ataque maciço com mísseis contra a capital ucraniana. Moscou disse a diplomatas estrangeiros que deveriam evacuar suas equipes em Kiev caso tal ataque ocorresse. O presidente ucraniano Zelensky emitiu um decreto irônico "permitindo" o desfile militar russo e afirmando que as armas ucranianas não teriam como alvo a Praça Vermelha.
Com informações da agência de notícias Reuters.



