Promotores sul-coreanos pedem mais 30 anos de prisão para ex-presidente Yoon
Promotores pedem mais 30 anos para ex-presidente Yoon

Promotores especiais da Coreia do Sul solicitaram nesta sexta-feira, 24, uma pena adicional de 30 anos de prisão para o ex-presidente Yoon Suk Yeol, atualmente detido e condenado à prisão perpétua, por supostamente ordenar o sobrevoo de drones militares sobre a Coreia do Norte em 2024.

A acusação de insurreição

Yoon é acusado de ordenar a incursão para criar um pretexto que permitisse declarar a lei marcial naquele ano, uma tentativa que fracassou e resultou em seu processo de impeachment, destituição e condenação à prisão perpétua por "insurreição", em fevereiro.

Novas acusações e pedido de pena

Em comunicado, os promotores afirmaram que buscam a nova sentença por acusações de "auxílio ao inimigo" e acrescentaram que esforços de Yoon para "fabricar condições de guerra" minaram a segurança nacional. Eles também argumentaram que a operação aumentou as tensões com a Coreia do Norte e levou ao vazamento de informações confidenciais, incluindo detalhes sobre as capacidades das forças de segurança, depois que os drones caíram, informou a agência de notícias Yonhap.

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Yoon apresentou recurso, alegando que ordenou a medida "apenas pelo bem da nação". A Coreia do Sul é considerada um símbolo de democracia e estabilidade na Ásia, mas a tentativa fracassada de Yoon reavivou as lembranças dos golpes militares que abalaram o país entre 1960 e 1980.

Defesa e contexto político

Detido em regime de isolamento, o ex-presidente nega ter atuado de forma errada e afirma que suas ações pretendiam "proteger a liberdade" e restaurar a ordem constitucional diante do que chamou de uma "ditadura legislativa" liderada pela oposição. O Ministério Público o acusou de liderar uma "insurreição" motivada por um "desejo de poder orientado para a ditadura e o comando de longo prazo".

A lei sul-coreana determina apenas dois tipos de punição para a insurreição: prisão perpétua ou pena de morte. Yoon já havia sido condenado a cinco anos de prisão por outras acusações. Outros funcionários de alto escalão também foram condenados por participação na tentativa de declarar lei marcial.

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