Chefe do Pentágono afirma que Irã não controla o Estreito de Ormuz
Pentágono: Irã não controla o Estreito de Ormuz

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou nesta terça-feira, 5, que o Irã não exerce controle sobre o Estreito de Ormuz, contrariando as afirmações de Teerã. Durante uma coletiva de imprensa, Hegseth afirmou que as forças americanas estabeleceram um “domo vermelho, branco e azul” sobre a vital passagem marítima, composto por navios de guerra, aeronaves e drones de monitoramento, garantindo a travessia segura de embarcações comerciais.

As declarações do chefe do Pentágono ocorrem um dia após a Marinha dos EUA dar início ao “Projeto Liberdade”, uma operação militar anunciada pelo presidente Donald Trump com o objetivo de escoltar cargueiros retidos no Golfo Pérsico devido ao bloqueio do estreito imposto pelo Irã desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. De acordo com a agência britânica de segurança marítima UKMTO, mais de 20 mil marinheiros a bordo de 1.550 embarcações permanecem ilhados na região.

Hegseth critica “extorsão internacional” iraniana

“Eles disseram que controlam o Estreito, mas não controlam”, afirmou Hegseth, acrescentando que o Irã está “envergonhado”. O secretário garantiu que a “extorsão internacional iraniana” no Estreito de Ormuz “termina com o Projeto Liberdade”, e destacou que a passagem de dois navios comerciais americanos pela hidrovia na segunda-feira comprova que ela está “limpa” e segura para navegação.

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Hegseth também enfatizou que os Estados Unidos “não estão em busca de um conflito” em Ormuz, mas advertiu que usarão “força esmagadora” contra as forças iranianas caso ataquem navios comerciais. Na véspera, Trump, em declarações à Fox News, alertou que “os iranianos seriam varridos da face da Terra” se atacassem embarcações americanas na região.

Irã insiste no controle e realiza ataques

Apesar das declarações americanas, o Irã mantém que controla o estreito. Segundo os EUA, Teerã lançou mísseis e drones contra barcos militares e comerciais na segunda-feira. Também foram registrados ataques contra instalações civis nos Emirados Árabes Unidos, os primeiros em mais de um mês. O país árabe classificou a ação como “uma escalada perigosa” e afirmou que reserva-se o direito de responder.

Cessar-fogo ainda vigente, diz Pentágono

Apesar dos disparos, Hegseth sustentou que o cessar-fogo entre os EUA e o Irã “não acabou”. “Dissemos que nos defenderíamos, e nos defenderíamos agressivamente, e temos feito isso. O Irã sabe disso e, em última análise, o presidente pode decidir se a situação se agravará a ponto de violar o cessar-fogo”, declarou.

Ao lado do secretário, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas, Dan Caine, acrescentou que as ações bélicas iranianas são atualmente de “baixo nível” e equivalem apenas a “assédio”. Quando questionado sobre o ponto em que os EUA se veriam obrigados a retomar ataques, Caine afirmou que se trata de uma decisão política, não militar.

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, com ataques de Washington e Israel à República Islâmica, Teerã controla o Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde costumava fluir um quinto do consumo mundial de petróleo e gás natural liquefeito.

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