O caso de Jeffrey Epstein, o milionário abusador que se suicidou na prisão, continua gerando mistérios mesmo após anos de investigações. Uma reportagem recente do New York Times trouxe à tona um novo enigma: em sua ilha particular no Caribe, Little Saint James, Epstein construiu um anexo decorado com objetos preciosos de locais sagrados do Islã. A construção, que lembra uma mesquita, continha azulejos do Azerbaijão, tapetes raros e até um fragmento da manta de seda que cobre a Kaaba, em Meca.
O que Epstein pretendia com isso?
Epstein, de origem judaica, mas não praticante, pode ter agido por capricho de colecionador. No entanto, a presença de objetos tão sagrados levanta suspeitas. A manta da Kaaba, bordada com fios de ouro e prata, é trocada anualmente pelo governo saudita, e pedaços dela são vendidos para caridade. Como Epstein conseguiu acesso a essa preciosidade? Suspeita-se que por meio de seus contatos no mundo árabe, incluindo Aziza Al Ahmadi, assessora de um importante saudita, que também intermediou o encontro com o príncipe Mohammed Bin Salman.
Uma construção com contornos islâmicos
O edifício, descrito como um pavilhão de música, tem cúpula dourada (perdida em um furacão) e foi inspirado em um antigo banho turco da Síria. Inicialmente, especulou-se que fosse um centro de práticas ocultistas. As iniciais J e E aparecem no lugar onde normalmente estaria o nome de Alá, o que aumenta o mistério.
Outras perguntas sem resposta
O caso Epstein está repleto de questões não resolvidas. Como um ex-professor de matemática acumulou uma fortuna de mais de 500 milhões de dólares, administrando investimentos de milionários? Seu suicídio em 2019, enquanto estava sob vigilância, gerou teorias conspiratórias. O príncipe Andrew, um de seus associados mais famosos, caiu em desgraça, perdendo títulos e residência real.
A maldição de Epstein persiste
Mesmo com tantas revelações, o caso continua intrigando. Por que Epstein queria uma falsa mesquita com objetos verdadeiros em sua ilha de abusos? Seria uma demonstração de poder ou algo mais sinistro? As respostas ainda estão por vir.



