Um ataque de forças israelenses na cidade de Touline, localizada no sul do Líbano, resultou na morte de duas pessoas nesta segunda-feira, 24, conforme informou o Ministério da Saúde libanês. O incidente ocorreu após o anúncio da prorrogação do cessar-fogo entre Israel e o Líbano.
Prorrogação da trégua anunciada por Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na quinta-feira que o cessar-fogo, que expiraria no domingo, seria estendido por mais três semanas. A decisão foi tomada após uma reunião na Casa Branca com representantes libaneses e israelenses. "Aguardo, em um futuro próximo, receber o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun. Foi uma grande honra participar desta reunião histórica!", afirmou Trump.
Críticas do Hezbollah à trégua
Ali Fayyad, parlamentar e membro fundador do partido Hezbollah, a ala política do grupo militante, declarou nesta sexta-feira que o cessar-fogo "não tem sentido" se os ataques israelenses continuarem. As declarações ocorrem em meio à escalada de violência na região.
Na quarta-feira, pelo menos cinco pessoas morreram em um bombardeio, incluindo uma jornalista, de acordo com a imprensa local. O ataque aconteceu apesar do cessar-fogo em vigor entre Israel e o Líbano, que foi arrastado para o conflito no Oriente Médio no início de março, quando o Hezbollah lançou foguetes contra Israel em apoio ao Irã. As forças israelenses responderam com ataques em larga escala em todo o território libanês e com uma invasão ao sul do país.
Morte de jornalista e acusações de crimes de guerra
Amal Khalil, de 42 anos, repórter do jornal Al-Akhbar, foi morta na quarta-feira após um ataque aéreo atingir a casa onde ela estava abrigada, junto com a fotojornalista Zeinab Faraj, que ficou ferida, na cidade de Tayri, no sul do Líbano. O Exército israelense reconheceu que seus ataques atingiram as duas profissionais, mas negou que jornalistas fossem alvo específico.
Em resposta aos ataques recentes, o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, acusou Israel de cometer crimes de guerra. "Alvejar jornalistas e obstruir o acesso das equipes de resgate a eles, e depois voltar a atacar essas equipes após sua chegada, constitui crimes de guerra", escreveu o premiê libanês no X. Ele acrescentou que os ataques israelenses contra profissionais de mídia deixaram de ser "incidentes isolados" e passaram a ser "um método estabelecido que condenamos".
Números do conflito
Mais de 2.400 pessoas foram mortas no Líbano desde que Israel lançou sua ofensiva e subsequente invasão ao sul do país. Israel ocupou uma faixa de território na fronteira, onde suas tropas permanecem em uma "faixa de segurança" de até 10 quilômetros dentro do território libanês.



