Dirigentes da Federação de Futebol Iraniana afirmaram ter sido impedidos de entrar no Canadá nesta quarta-feira (29), ao desembarcarem no aeroporto de Toronto. Segundo relatos, as autoridades de imigração canadenses teriam insultado os representantes iranianos, que possuíam vistos válidos. O incidente ocorre às vésperas do Congresso da FIFA, que acontece em Vancouver, e ameaça ofuscar o evento diplomático.
Detalhes do incidente
De acordo com a agência semioficial iraniana Tasnim, a delegação incluía o presidente da federação, Mehdi Taj, o secretário-geral, Hedayat Mombeini, e o vice, Hamed Momeni. Todos foram barrados na alfândega, sob alegação de "comportamento inadequado" por parte dos oficiais de imigração. O Canadá mantém uma proibição de entrada para membros da Guarda Revolucionária do Irã, o que pode ter motivado a recusa.
Repercussão política
O episódio ressalta os desafios práticos e políticos que cercam a participação do Irã na Copa do Mundo de 2026, que será sediada por Estados Unidos, Canadá e México. Desde que os EUA e Israel declararam guerra ao Irã em fevereiro, a presença iraniana no torneio tornou-se um tema sensível. A FIFA insiste que os jogos seguirão conforme o planejado, mas a dificuldade enfrentada pelos dirigentes levanta dúvidas sobre a livre circulação de jogadores e torcedores iranianos.
Os dirigentes retornaram ao Irã no primeiro voo disponível. A FIFA teria contatado a delegação para expressar pesar, e o presidente Gianni Infantino teria agendado uma reunião com eles na sede da organização, segundo a Tasnim. A FIFA não comentou oficialmente.
Impacto no Congresso
Uma fonte do Congresso da FIFA informou à Reuters que a entidade enviou um representante para mediar a situação em Toronto, mas sem sucesso. Além disso, os iranianos também não puderam comparecer ao Congresso da Confederação Asiática de Futebol (AFC) na terça-feira, devido a problemas com vistos. "Se é assim no Canadá, como será a Copa do Mundo nos Estados Unidos?", questionou um delegado anônimo.
O Ministério da Imigração do Canadá e o gabinete do primeiro-ministro Mark Carney não responderam aos pedidos de comentário. As preocupações com segurança e restrições de viagem levaram Teerã a buscar garantias para sua seleção e até mesmo explorar sedes alternativas nos EUA, mas a FIFA resiste a mudanças.



