Irã avalia proposta dos EUA para paz; Trump confiante em acordo
Irã analisa proposta dos EUA; Trump otimista sobre paz

O governo do Irã está analisando a proposta mais recente dos Estados Unidos para encerrar o conflito entre as duas nações e reabrir o Estreito de Ormuz, rota crucial para o comércio global de petróleo. A informação foi divulgada pela agência de notícias AFP nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026. De acordo com a reportagem, Teerã estuda o plano apresentado por Washington e pretende comunicar seus “pontos de vista” ao Paquistão, que atua como mediador nas negociações.

Detalhes da proposta de paz

Segundo o portal Axios, um memorando de 14 pontos foi elaborado pelo governo americano e encaminhado para análise das autoridades iranianas. O documento inclui o compromisso do Irã com uma moratória no enriquecimento de urânio, a suspensão de sanções por parte dos Estados Unidos e o fim de qualquer restrição à navegação no Estreito de Ormuz por ambas as partes.

O presidente americano, Donald Trump, demonstrou otimismo em relação ao avanço das conversas. “Tivemos conversas muito boas nas últimas 24 horas, e é muito possível que consigamos um acordo”, declarou Trump na quarta-feira, 6. Apesar do tom positivo, o republicano não deixou de ameaçar o Irã com a retomada dos bombardeios ao país, que foram suspensos após uma trégua firmada em 8 de abril, caso não haja progresso nas negociações.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Reação dos mercados

A possibilidade de um acordo de paz tem impulsionado os mercados financeiros. As Bolsas de Valores na Ásia dispararam após Trump reiterar que um acerto entre os países pode estar próximo. Em meio às expectativas pelo fim do conflito, o preço do petróleo caiu para menos de 100 dólares por barril, bem abaixo dos 126 dólares registrados no auge da guerra, embora ainda acima dos cerca de 60 dólares praticados antes do início dos combates.

Contexto do conflito

A guerra entre Estados Unidos e Irã teve início em 28 de fevereiro, quando Washington, em conjunto com Israel, realizou ataques ao território iraniano, alegando a necessidade de destruir o programa nuclear do país. Essa ação desencadeou uma campanha retaliatória por parte de Teerã, que passou a alvejar bases americanas em diferentes nações do Golfo Pérsico e a obstruir o Estreito de Ormuz, provocando uma crise global no preço dos combustíveis.

Impacto no Líbano

Há expectativas de que o acordo de paz também contribua para aliviar as tensões no Líbano, onde o conflito entre Israel e a milícia Hezbollah, aliada do Irã, tem afetado a vida da população local. Embora as partes estejam, teoricamente, sob um cessar-fogo, Tel Aviv continua promovendo ataques contra autoridades da organização libanesa. Pelo menos 11 pessoas morreram em ofensivas israelenses no sul e no leste do país na última quarta-feira, de acordo com o Ministério da Saúde em Beirute.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar