Há três décadas, pesquisadores acompanham a vida dos chimpanzés de Ngogo, nas florestas de Uganda, que sempre foram majoritariamente pacíficos. No entanto, a partir de 2015, a situação se transformou drasticamente. Os primatas começaram a se dividir em grupos distintos, e antigos amigos se tornaram inimigos. O resultado foi o conflito entre chimpanzés mais sangrento já documentado, com um saldo de 28 mortos.
O que desencadeou o conflito?
Os cientistas acreditam que a origem da guerra pode estar relacionada a alterações na estrutura social do grupo. Em 2014, cinco chimpanzés morreram, e esses indivíduos possivelmente desempenhavam um papel crucial na manutenção da coesão social. Sem eles, as relações se deterioraram, levando à violência.
Lições para os humanos
Alguns especialistas sugerem que guerras humanas surgem de choques culturais ou ideológicos. No entanto, o caso dos chimpanzés indica que a causa pode ser mais básica: as relações sociais. Se isso se aplica a um dos nossos parentes evolutivos mais próximos, o que isso revela sobre a natureza humana?
O estudo desse conflito oferece uma oportunidade única para entender as raízes da agressividade e da cooperação, tanto em primatas quanto em humanos.



