EUA atacam petroleiros iranianos em meio a tensões no Estreito de Ormuz
EUA atacam petroleiros iranianos no Golfo de Omã

Ataque a petroleiros iranianos

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou ter atacado dois petroleiros de bandeira iraniana que tentavam violar o bloqueio naval imposto pela Marinha americana no Golfo de Omã. Segundo comunicado oficial, as embarcações M/T Sea Star III e M/T Sevda foram desativadas no dia 8 de maio, antes de alcançarem um porto iraniano na região. As forças americanas utilizaram munições de precisão contra as chaminés dos navios, neutralizando sua capacidade de navegação.

O Centcom informou ainda que um terceiro petroleiro iraniano havia sido desativado no dia 6 de maio. Com isso, nenhuma das três embarcações segue em trânsito para o Irã. A operação faz parte do contra-bloqueio que a Marinha americana mantém no Mar Arábico há quase quatro semanas, em resposta ao fechamento do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária Islâmica. O bloqueio americano proíbe a navegação de navios iranianos e de qualquer embarcação que tenha passado por portos do Irã.

Tensões em escalada

A última semana foi marcada por intensos confrontos. Na segunda-feira, 4 de maio, uma operação militar ordenada pelo presidente Donald Trump para escoltar navios mercantes para fora do Golfo Pérsico colocou a Marinha americana em rota de colisão com a Guarda Revolucionária Islâmica. O grupo iraniano também teria atacado uma refinaria dos Emirados Árabes na costa do Golfo de Omã.

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Trump suspendeu o chamado “Projeto Liberdade” na terça-feira, 5 de maio, para dar espaço às negociações de paz. No entanto, na quinta-feira, 7 de maio, as Forças Armadas americanas atacaram alvos militares iranianos, acusando Teerã de lançar ataques contra três contratorpedeiros dos EUA que transitavam pelo Estreito de Ormuz. O comando militar iraniano, por sua vez, acusou Washington de violar o cessar-fogo ao atacar um petroleiro iraniano e outro barco, além de realizar ataques no sul do Irã em cooperação com outros países da região. As forças iranianas afirmaram ter respondido imediatamente, causando danos significativos a navios militares americanos.

Apesar das trocas de acusações, Trump declarou na noite de quinta-feira que o cessar-fogo com o Irã seguia em vigor, classificando os ataques iranianos contra navios americanos como “insignificantes”.

Negociações de paz em andamento

As tensões ocorrem em meio a negociações voláteis entre Estados Unidos e Irã. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que espera uma resposta do Irã ainda nesta sexta-feira, 8 de maio, à proposta americana para encerrar o conflito no Oriente Médio. “Esperamos uma resposta deles hoje. Espero que seja uma oferta séria”, declarou Rubio durante visita à Itália.

Segundo o portal Axios, os dois países estão próximos de fechar um “memorando de entendimento” de uma página, com 14 pontos, que encerraria o conflito atual e estabeleceria uma base para negociações futuras mais detalhadas, incluindo o programa nuclear iraniano. Entre os termos, o Irã se comprometeria a uma moratória no enriquecimento de urânio, enquanto os Estados Unidos suspenderiam sanções e liberariam bilhões de dólares em receitas petrolíferas iranianas congeladas no exterior. Ambos os lados concordariam em suspender restrições ao trânsito pelo Estreito de Ormuz.

O acordo prevê um período de 30 dias de negociações sobre um pacto detalhado para abrir o estreito, limitar o programa nuclear iraniano e suspender sanções americanas. Durante esse período, as restrições iranianas à navegação e o bloqueio naval americano seriam gradualmente suspensos. As tratativas adicionais poderiam ocorrer em Islamabad, no Paquistão, ou em Genebra, na Suíça.

A duração da moratória nuclear ainda está em discussão. Na primeira rodada de negociações, em 11 de abril, os EUA exigiram uma pausa de cinco anos e o Irã ofereceu cinco, proposta já descartada. Agora, segundo o Axios, cogita-se um período entre 12 e 15 anos. Washington também deseja incluir uma cláusula que prolongue a moratória em caso de violação das normas de enriquecimento. Após o fim da proibição, o Irã poderia enriquecer urânio até o nível baixo de 3,67%. A República Islâmica se comprometeria a jamais desenvolver armas nucleares e aceitaria um regime de inspeções reforçado, incluindo visitas surpresa de fiscais da ONU.

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