EUA atacam petroleiros do Irã e militares iranianos disparam contra os Emirados Árabes
No Oriente Médio, as tensões aumentaram significativamente. Nesta sexta-feira (8), os Estados Unidos atacaram dois petroleiros do Irã, enquanto o regime dos aiatolás realizou novos disparos contra os Emirados Árabes Unidos. O presidente americano, Donald Trump, insiste que o cessar-fogo com o Irã ainda está em vigor. "Eles brincaram com a gente, nós os atropelamos. Eu chamo isso de brincadeira", afirmou Trump na quinta-feira (7), após um dia de troca de ataques entre os dois lados.
Nesta sexta-feira (8), os bombardeios mútuos continuaram. O Pentágono divulgou imagens de dois petroleiros iranianos que foram bombardeados quando tentavam furar o bloqueio da Marinha americana, que tem impedido navios de atracar nos portos do Irã. Por sua vez, o governo dos Emirados Árabes Unidos declarou que estava interceptando mísseis disparados pelo regime iraniano. O Irã também anunciou a apreensão de um petroleiro que estava próximo ao Estreito de Ormuz e que, segundo o regime, violava os interesses nacionais iranianos.
Apesar das operações militares, o governo americano declarou que aguarda ainda nesta sexta-feira (8) a resposta do Irã a uma proposta para estender por mais 30 dias o cessar-fogo. Em visita a Roma, o secretário de Estado Marco Rubio minimizou os ataques, afirmando que na quinta-feira (7) os militares responderam a disparos do Irã, que, segundo ele, atacou primeiro os navios de guerra americanos.
Reações do Irã e pressão interna nos EUA
O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que está avaliando a proposta de uma nova trégua. No entanto, o ministro Abbas Araghchi criticou os ataques americanos e acusou os Estados Unidos de preferirem uma "aventura militar irresponsável" a uma "solução diplomática". Em uma rede social, ele afirmou que Donald Trump sempre se mete "em outro atoleiro".
Nos Estados Unidos, a pressão é crescente para acabar com a guerra. Ela vem da oposição e também de antigos integrantes do governo. O ex-diretor do Centro Nacional Contra Terrorismo, que pediu demissão em março por causa do conflito, declarou que antes da guerra a inteligência americana avaliava que o Irã não estava desenvolvendo uma arma nuclear. Em uma postagem nas redes sociais, Joe Kent escreveu ainda que "uma das muitas tragédias desta guerra é que a inteligência já sabia que o Irã atacaria bases americanas na região se fosse atacado e bloquearia o Estreito de Ormuz" e que "a comunidade de inteligência avaliou que atacar a liderança iraniana fortaleceria o regime e encorajaria os setores linha-dura".



