Deportações de Trump forçam famílias americanas a recomeçar no México
Deportações de Trump forçam famílias a recomeçar no México

Após a deportação de Alejandro Pérez, sua esposa Janie e suas duas filhas, Luna e Lexie, foram morar com ele no México. A decisão foi tomada para manter a família unida, mesmo diante das dificuldades de recomeçar em um país desconhecido. Janie Hughes Pérez, cidadã americana que não fala espanhol, afirma que não há nada mais importante do que estarem juntos.

Famílias com status migratório misto são impactadas

Desde que o presidente Donald Trump intensificou as detenções e deportações de imigrantes irregulares em janeiro de 2025, muitas famílias com um cônjuge americano e outro imigrante sem documentos têm sido forçadas a tomar decisões difíceis. Alguns casais, como Raegan Klein e Alfredo Linares, optaram por se mudar voluntariamente para o México para evitar o risco de deportação.

O drama de Janie e Alejandro Pérez

Alejandro Pérez saiu para o trabalho em 23 de outubro de 2024, mas nunca mais voltou para casa. Poucos minutos depois, ligou para a esposa dizendo que agentes do ICE o estavam prendendo. Janie ouviu a prisão pela linha aberta e entrou em desespero. Pérez foi deportado em 11 de março de 2025, e Janie viajou com as filhas para o México dias depois. O reencontro no aeroporto foi emocionante, mas a adaptação tem sido difícil. Pérez acorda no meio da noite confuso, perguntando-se se tudo é real.

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Raegan Klein e Alfredo Linares: o sonho americano abandonado

Klein e Linares abriram uma barraca de churrasco japonês em Los Angeles, mas o medo da deportação os levou a se mudar para Puerto Vallarta. Linares, que viveu mais de 20 anos nos EUA, sente-se um estrangeiro no México. O casal enfrenta dificuldades financeiras e busca investidores para abrir um restaurante. Klein afirma que não se arrepende da decisão, pois a prioridade é a segurança da família.

Política migratória agressiva e seus efeitos

Estima-se que 1,1 milhão de cidadãos americanos sejam casados com imigrantes sem documentos. Apesar do discurso de Trump de deportar apenas criminosos, a maioria dos detidos não tem antecedentes criminais. Uma pesquisa do Instituto Cato mostra que apenas 5% dos detidos foram condenados por delitos violentos. As famílias relatam que a política não distingue entre criminosos e pessoas que buscam uma vida melhor.

Desafios do recomeço no México

Tanto os Pérez quanto Klein e Linares enfrentam barreiras de idioma, cultura e emprego. Janie Pérez, que não fala espanhol, e Raegan Klein, na mesma situação, têm dificuldades para conseguir trabalho remoto. Alejandro Pérez, cozinheiro, busca se adaptar a um país que lhe parece estranho. A fé e a união familiar são os pilares que os sustentam.

As histórias dessas famílias refletem o impacto humano das políticas migratórias e a resiliência de quem escolhe ficar junto, mesmo que isso signifique recomeçar do zero em um novo país.

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