Casal francês a bordo de cruzeiro com hantavírus defende que não há pandemia
Casal francês defende que não há pandemia em cruzeiro

Um casal francês que está a bordo do cruzeiro Hondius, onde ocorreu um surto de hantavírus, afirmou que a situação no navio é tranquila e que sugerir uma pandemia é desonesto. Julia e Roland Seitre, dois dos cinco franceses no cruzeiro, disseram à agência France-Presse que levam uma vida "quase normal".

Vida a bordo do Hondius

"Não há pânico a bordo. Está tudo bem para nós e para os outros três franceses", declarou o casal, ambos com cerca de 60 anos e residentes em Indre-et-Loire. Eles estão no navio desde 1º de abril. "Falar em epidemia é errado, insinuar uma pandemia é desonesto", frisaram, pedindo que não se dramatize a situação.

Os passageiros são orientados a permanecer nas cabines o máximo possível para evitar aglomerações, mas há liberdade para circular, especialmente nos decks externos, onde é possível retirar as máscaras. "Podemos conversar em pequenos grupos, mantendo distância, e fazemos as refeições no refeitório com distanciamento social", explicaram. O casal garantiu que tanto os turistas quanto a tripulação estão bem.

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Características do cruzeiro

O Hondius não é um cruzeiro de luxo tradicional: não possui piscina, sauna, academia ou cinema. "Todos os passageiros são apaixonados por objetivos variados, como ornitologia, história, geografia, lugares remotos, botânica, cetáceos e astronomia", destacaram. Julia e Roland são veterinários de formação, mas atuam como jornalistas freelancers especializados em natureza e meio ambiente.

Surto de hantavírus

O surto no MV Hondius já causou três mortes e há cinco casos suspeitos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera o risco baixo para a população mundial. A Oceanwide Expeditions, proprietária do navio, informou que não há indivíduos sintomáticos a bordo. O navio partiu de Cabo Verde na quarta-feira rumo às Ilhas Canárias, com previsão de três a quatro dias de viagem.

Os hantavírus são vírus zoonóticos transmitidos por roedores. A estirpe dos Andes, detectada nos passageiros infectados, é a única com transmissão entre humanos conhecida. Não há vacina ou tratamento específico. O cruzeiro partiu de Ushuaia, na Patagônia, em 1º de abril, e as investigações buscam determinar se o contágio ocorreu em terra (Argentina, Chile ou Uruguai) ou a bordo.

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