O Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou acusações formais contra o atirador que invadiu um jantar de correspondentes da Casa Branca, no último sábado, 25 de abril. Cole Tomas Allen, de 31 anos, natural da Califórnia, foi indiciado por tentativa de assassinato contra o presidente Donald Trump, além de dois crimes relacionados à posse ilegal de armas de fogo. Caso seja condenado, ele pode enfrentar a prisão perpétua.
Audiência e acusações
Na manhã desta segunda-feira, 27 de abril, Allen compareceu a uma primeira audiência em Washington, D.C., onde não se declarou inocente nem culpado. Um promotor federal afirmou que ele viajou de trem de Los Angeles a Washington, com escala em Chicago, portando uma espingarda, uma pistola e três facas, com a intenção de cometer um assassinato político. Este é o terceiro atentado contra Trump: o primeiro ocorreu em julho de 2024, durante um comício na Pensilvânia, e o segundo, em setembro do mesmo ano, quando um homem foi encontrado com um rifle no campo de golfe do presidente na Flórida.
O ataque
O incidente aconteceu durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, no hotel Hilton em Washington. Trump estava presente no evento. Segundo os investigadores, Allen conseguiu ultrapassar o perímetro de segurança e efetuou disparos, mas não chegou ao salão de baile onde o presidente estava. Ele foi rapidamente imobilizado por agentes de segurança e preso no local.
Manifesto de ódio
Após a busca na residência de Allen, na Califórnia, as autoridades encontraram um bilhete de 1.100 palavras, descrito como um “manifesto”, que expressava profunda raiva contra o governo Trump e o próprio presidente. No texto, Allen acusava Trump de ser “pedófilo, estuprador e traidor” e listava figuras da administração como “alvos”, priorizados do cargo mais alto ao mais baixo.
Reações
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, culpou o Partido Democrata e a mídia pelo aumento da violência política no país. “O culto da esquerda ao ódio contra o presidente e todos aqueles que o apoiam e trabalham para ele resultou em várias pessoas feridas e mortas, e neste fim de semana quase aconteceu de novo”, declarou, acrescentando que houve uma “demonização sistemática” de Trump. O presidente, a primeira-dama Melania Trump e o vice-presidente J.D. Vance foram escoltados em segurança para fora do hotel. Ninguém ficou ferido.



