CPI do INSS cancela sessão após atestado médico de filho de empresário preso
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) cancelou a sessão desta segunda-feira, 9 de dezembro, após Paulo Camisotti, filho do empresário Maurício Camisotti, apresentar um atestado médico. O documento foi entregue de última hora, justificando a impossibilidade de comparecimento à oitiva para a qual ele estava regularmente convocado.
Justificativa médica e reação do presidente da CPI
Segundo o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a justificativa médica foi informada à CPI em cima da hora, o que levou ao cancelamento imediato da sessão. Em declaração, Viana afirmou: "O cancelamento ocorre após o senhor Paulo Camisotti apresentar atestado médico de última hora, informando a impossibilidade de comparecimento à oitiva para a qual estava regularmente convocado."
O senador foi enfático ao alertar que a CPI não tolerará manobras protelatórias. Ele prosseguiu: "A CPMI não aceitará expedientes protelatórios nem o uso de atestados médicos como instrumento para esvaziar investigações. As providências legais e regimentais cabíveis serão adotadas, inclusive a condução coercitiva, caso seja necessário." Essa postura firme reflete a determinação da comissão em avançar nas apurações sobre as fraudes no INSS.
Contexto do caso e envolvimento de Maurício Camisotti
O empresário Maurício Camisotti, pai de Paulo, está preso desde 12 de setembro de 2025, acusado de envolvimento em esquemas de fraude no INSS. As investigações o apontam como sócio oculto de uma entidade que se beneficiava das irregularidades, o que tem gerado grande repercussão pública e política.
A CPI mista do INSS foi instaurada para investigar essas suspeitas de corrupção e desvios, com o objetivo de esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos. O cancelamento da sessão desta segunda-feira representa mais um capítulo nesse processo, que tem enfrentado obstáculos e adiamentos.
As próximas etapas da investigação devem incluir a reavaliação do convite a Paulo Camisotti e a possível aplicação de medidas coercitivas, conforme mencionado pelo senador Viana. A comissão segue empenhada em garantir a transparência e a efetividade das apurações, sem permitir que atestados médicos ou outras justificativas impeçam o andamento dos trabalhos.



