Trump afirma que iranianos considerados por EUA para liderar país estão mortos após ataques
Trump: Iranianos que EUA queriam para liderar Irã estão mortos

Declaração de Trump sobre liderança iraniana segue ataques a órgão eleitoral

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 3 de março de 2026, que os iranianos que Washington tinha em mente para liderar o país no período pós-guerra "estão mortos". A declaração ocorre após um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao prédio da Assembleia de Especialistas, órgão responsável pela eleição do novo líder supremo do Irã, localizado em Qom, ao sul de Teerã.

Detalhes das afirmações do presidente americano

Durante suas declarações, Trump destacou que o pior cenário para o Irã seria se alguém assumisse o poder e não promovesse mudanças significativas. "Isso poderia acontecer. Não queremos que isso aconteça", disse o mandatário, acrescentando: "Gostaríamos de ver alguém lá, que devolva o poder ao povo, e veremos o que acontece".

O presidente americano revelou que, entre os candidatos considerados pelo governo dos EUA para a liderança iraniana, alguns já faleceram, e sugeriu que "em breve, não conheceremos mais ninguém". Trump ainda ponderou que "alguém de dentro talvez fosse mais apropriado" e afirmou que existem pessoas mais moderadas em consideração.

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Contexto dos ataques recentes

O ataque à Assembleia de Especialistas foi relatado por agências de notícias iranianas como tendo "arrasado" o prédio através de um bombardeio. Imagens que circularam nas redes sociais mostraram a estrutura parcialmente destruída, embora a imprensa estatal iraniana tenha afirmado que todos os presentes no local foram retirados antes da explosão.

Este incidente ocorre após a morte do último líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, em ataques americanos e israelenses contra Teerã no último sábado. Khamenei governou o país por 37 anos, assumindo o posto em 1989 após a morte do aiatolá Ruhollah Khomeini, figura central da revolução islâmica.

Reações e medidas tomadas pelo Irã

O presidente iraniano Masoud Pezeshkian classificou a morte de Khamenei como "um grande crime" e decretou um período de luto de 40 dias, além de sete dias de feriados públicos. Enquanto um novo líder supremo não é eleito, um conselho tripartite formado pelo presidente, pelo chefe do judiciário e por um jurista do Conselho dos Guardiões assumirá temporariamente as funções de liderança no país.

Segundo Trump, além do aiatolá, mais de 40 oficiais de alta patente foram mortos no ataque de sábado. A agência de notícias iraniana Tasnim descreveu os autores como "criminosos americano-sionistas".

Escalação do conflito no Oriente Médio

Os ataques desta terça-feira representam uma escalada significativa do conflito na região, desencadeado no último final de semana por ofensivas dos Estados Unidos e Israel contra território iraniano. Em resposta, Teerã lançou centenas de mísseis e drones contra Israel e países árabes do Golfo, causando danos a bases americanas, aeroportos e infraestruturas ligadas ao setor petrolífero.

O balanço divulgado pelo Crescente Vermelho na terça-feira apontou:

  • 787 mortos no Irã desde o início do conflito no sábado
  • Mais de mil bombardeios lançados contra 153 cidades iranianas
  • Israel registrou pelo menos 10 mortos
  • Ataques retaliatórios iranianos mataram cinco pessoas em países do Golfo
  • Estados Unidos perderam quatro soldados na operação de sábado

Declarações sobre a duração do conflito

Em entrevista à emissora Fox News, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a guerra contra o Irã poderia levar "algum tempo", mas ressaltou que não se trata de "uma guerra sem fim". Trump, que emitiu declarações contraditórias sobre o assunto, disse na segunda-feira que o conflito poderia durar "muito mais tempo" do que o planejado inicialmente de um mês.

Paralelamente, Israel informou ter bombardeado a presidência e a sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã durante a noite desta terça-feira, sem registros imediatos de vítimas.

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