Trump intensifica retórica e ameaça atacar infraestrutura iraniana
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou drasticamente as tensões com o Irã neste domingo (5 de abril de 2026), emitindo uma ameaça explícita de atacar alvos estratégicos iranianos, como pontes e usinas de energia, caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto até terça-feira (7).
Ultimato de 48 horas e mensagem agressiva
Em uma publicação na plataforma Truth Social, Trump estabeleceu um prazo de 48 horas para a retomada das atividades na passagem marítima, descrevendo a possível ação militar como inédita. "A terça-feira será o Dia das Usinas de Energia e o Dia das Pontes, tudo em um só, no Irã. Não haverá nada igual!!!", escreveu o republicano, em um tom carregado de hostilidade.
Ele acrescentou: "Abram a p*** do estreito, seus bastardos loucos, ou vocês vão viver no inferno — é só esperar! Louvado seja Alá", reforçando a gravidade da situação. Esta não é a primeira advertência; no sábado (4), Trump já havia emitido um ultimato similar, reafirmando ameaças de retaliação se as condições não fossem atendidas.
Importância estratégica do Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz é uma rota crucial no Golfo Pérsico, responsável pelo trânsito de aproximadamente 20% do petróleo mundial. Sua obstrução por navios e ações militares iranianas tem causado impactos significativos:
- Aumento dos preços de energia em escala global.
- Agravamento das tensões diplomáticas entre Washington e Teerã.
- Incertezas no mercado internacional de combustíveis.
Essa situação coloca em risco a estabilidade econômica e geopolítica da região, com potenciais repercussões para o abastecimento energético mundial.
Resposta iraniana e contexto internacional
Até o momento, o governo iraniano não se pronunciou formalmente sobre o novo ultimato, deixando em aberto como responderá às ameaças. Analistas apontam que a postura de Trump pode:
- Intensificar conflitos existentes no Oriente Médio.
- Provocar reações militares de outros atores regionais.
- Impactar negociações diplomáticas em curso.
O cenário reflete um aumento das hostilidades em uma área já marcada por disputas históricas, com o petróleo como pano de fundo central. A comunidade internacional acompanha com apreensão os desdobramentos, temendo uma escalada que possa levar a confrontos diretos.
As informações são da agência Ansa, com contribuições de análises geopolíticas sobre o impacto da crise no mercado energético e nas relações internacionais.



