ONU faz apelo urgente por medidas para conter guerra no Oriente Médio
As Nações Unidas emitiram um apelo por ações imediatas para conter o conflito no Oriente Médio, que entrou no sétimo dia nesta sexta-feira (6). A guerra, iniciada após um ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel que matou o líder supremo iraniano Ali Khamenei, tem se intensificado com bombardeios em várias capitais da região.
Imagens divulgadas mostram ataque a bunker de Khamenei
As Forças Armadas de Israel divulgaram imagens do que afirmam ser um ataque para desmantelar o bunker onde Khamenei estava escondido quando foi alvejado no sábado (28). As gravações mostram uma sequência de bombardeios realizados por 50 caças de guerra israelenses, embora não esteja claro se foi esse ataque específico que resultou na morte do líder iraniano.
Intensificação dos conflitos em múltiplas frentes
Os combates se expandiram significativamente, com ataques sendo registrados em diversas localidades:
- Teerã: Moradores relataram os bombardeios mais intensos desde o início da guerra, descrevendo a madrugada como "a pior noite" do conflito.
- Tel Aviv: Israel foi alvo de novos ataques com mísseis enviados pelo Irã, segundo as Forças Armadas israelenses.
- Golfo Pérsico: Arábia Saudita, Catar e Bahrain interceptaram mísseis em seus espaços aéreos, enquanto explosões foram ouvidas em Erbil, no Iraque.
- Beirute: Israel realizou uma onda "em larga escala" de bombardeios na capital libanesa, buscando alvos do Hezbollah.
Crise humanitária se agrava no Líbano
O conflito no Líbano já resultou em 102 mortos e pelo menos 100.000 libaneses tiveram que abandonar suas casas, segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). A organização alertou para uma "grave emergência humanitária" no país, com alertas de evacuação causando pânico e fuga em massa dos subúrbios do sul de Beirute.
Números alarmantes de vítimas e escalada militar
A mídia estatal iraniana informou que o número de mortos na ofensiva dos EUA e Israel no Irã subiu para 1.230. Enquanto isso, os Estados Unidos anunciaram que estão entrando em uma nova fase da guerra, com o secretário de Guerra Pete Hegseth afirmando que o poder de fogo contra o Irã aumentará "dramaticamente".
Trump adota postura intervencionista semelhante à Venezuela
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã e declarou que "precisa" se envolver pessoalmente na escolha do novo líder supremo iraniano. Essa postura lembra a intervenção americana na Venezuela no início de 2026, quando uma operação militar capturou o então ditador Nicolás Maduro.
Trump afirmou ao site Axios que os EUA querem "participar do processo de escolha da pessoa que irá liderar o Irã no futuro", acrescentando que considera "inaceitável" a possível sucessão por Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá morto.
Incidentes marítimos e controle do Estreito de Ormuz
O Irã afirmou ter atingido um navio com bandeira dos Estados Unidos no norte do Golfo Pérsico, enquanto a Guarda Revolucionária diz ter "controle total" do Estreito de Ormuz - ponto crucial para o comércio mundial de petróleo, por onde passa cerca de um quinto do consumo global.
Pelo menos três incidentes marítimos foram reportados recentemente, incluindo o ataque ao navio Iris Dena, que transportava quase 130 marinheiros indianos quando foi atingido em águas internacionais.
Hezbollah promete resistência e EUA buscam apoio internacional
O chefe do Hezbollah, Naim Qassem, em seu primeiro pronunciamento desde a retomada dos confrontos, afirmou que o grupo continuará lutando "independentemente dos sacrifícios". Paralelamente, os Estados Unidos pediram ajuda à Ucrânia para lidar com drones de origem iraniana no Oriente Médio, com o presidente Volodymyr Zelensky garantindo o envio de especialistas ucranianos.
Conflito se expande para além das fronteiras imediatas
O Azerbaijão acusou o Irã de realizar um ataque com drones em um aeroporto e uma escola, convocando o embaixador iraniano para explicações. O governo iraniano negou a autoria do ataque, segundo a mídia estatal do país. Enquanto isso, o presidente do Irã mencionou que alguns países começaram esforços para terminar a guerra, sem especificar quais.
O conflito começou após os bombardeios dos EUA e Israel em Teerã que mataram Ali Khamenei e autoridades iranianas de alto escalão. Desde então, o Irã tem retaliado contra Israel e países do Oriente Médio que abrigam bases norte-americanas, criando uma crise regional com implicações globais.



