O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reafirmou nesta terça-feira, 10 de março de 2026, que seu país 'ainda não terminou' a ofensiva militar em conjunto com os Estados Unidos contra o Irã e seus aliados. A declaração, feita durante uma visita ao Centro Nacional de Comando de Saúde na noite de segunda-feira, sinaliza uma continuidade da guerra, mesmo com o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmando que o conflito 'está praticamente concluído'. Netanyahu, um político de direita, destacou que a operação, iniciada em 28 de fevereiro, está enfraquecendo a liderança iraniana.
Declarações de Netanyahu sobre a guerra
Em um comunicado divulgado nesta terça-feira, Netanyahu declarou: 'Nossa aspiração é que o povo iraniano se liberte do jugo da tirania; em última análise, depende deles. Mas não há dúvida de que, com as medidas tomadas até agora, estamos quebrando os ossos deles e ainda não terminamos'. Esta fala reforça a postura agressiva de Israel na região, contrastando com a visão mais moderada expressa por Trump.
Ataques israelenses no Líbano
Na madrugada desta terça-feira, forças israelenses lançaram bombardeios contra várias localidades no sul e no leste do Líbano, redutos do movimento pró-iraniano Hezbollah, conforme informou a agência estatal de notícias libanesa ANI. A aviação israelense atingiu pontos nas regiões de Tiro e Jezzine, no sul, assim como no vale do Bekaa, no oeste do país. Imagens divulgadas mostram uma bola de fogo se elevando do local de um ataque aéreo nos subúrbios do sul da capital libanesa, Beirute, em 9 de março de 2026.
Estes ataques ocorrem em meio às tensões crescentes no Oriente Médio, com Israel buscando conter a influência iraniana na região. O Hezbollah, um grupo armado com forte presença no Líbano, tem sido um alvo frequente das ações militares israelenses, devido aos seus laços com o Irã. A situação permanece volátil, com especialistas alertando para possíveis escaladas no conflito.
Enquanto isso, autoridades iranianas têm respondido com firmeza, com um ministro do Irã declarando recentemente que os ataques devem durar o tempo necessário para alcançar seus objetivos. A guerra, que envolve múltiplos atores e interesses geopolíticos, continua a gerar preocupações internacionais sobre a estabilidade na região.
