Israel afirma ter eliminado comandante naval iraniano em bombardeio no sul do Irã
Israel diz ter matado comandante da Marinha iraniana em ataque

Israel anuncia eliminação de alto comandante naval iraniano em ataque aéreo

O Ministério da Defesa de Israel afirmou nesta quinta-feira (26) que eliminou o contra-almirante Alireza Tangsiri, comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, em um bombardeio realizado na região sul do país persa. A declaração foi feita pelo ministro Israel Katz através de um vídeo oficial, onde descreveu a operação como "precisa e letal".

Figura central no controle do Estreito de Ormuz

Alireza Tangsiri era considerado uma das figuras mais importantes da estratégia naval iraniana, especialmente no que diz respeito ao controle do Estreito de Ormuz - passagem marítima crucial por onde transita aproximadamente um quinto de todo o petróleo comercializado globalmente. Sob seu comando, a Marinha da Guarda Revolucionária implementou medidas rigorosas de controle marítimo na região.

Segundo informações do Times of Israel, o ataque que teria vitimado Tangsiri ocorreu em Bandar Abbas, importante cidade portuária no sul iraniano. O ministro Katz mencionou que outros oficiais de alto escalão do comando naval também foram eliminados na mesma operação, embora não tenha especificado nomes ou quantidades exatas.

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Trajetória militar e sanções internacionais

Tangsiri assumiu o comando da Marinha da Guarda Revolucionária em agosto de 2018, após nomeação direta do então líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. Sua carreira foi marcada por posturas duras contra os Estados Unidos e seus aliados, além de envolvimento em programas militares que incluíam desenvolvimento de drones.

Em 2019, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs sanções contra Tangsiri, classificando-o como "terrorista global especialmente designado". As medidas foram posteriormente ampliadas devido ao seu papel em atividades militares iranianas consideradas ameaçadoras à segurança regional.

Declarações inflamadas e ameaças recentes

Conhecido por suas declarações contundentes, Tangsiri afirmou em 2025 que o Irã poderia perseguir inimigos "até o Golfo do México" caso seus interesses fossem atacados. No mesmo ano, declarou que a Marinha dos Estados Unidos seria incapaz de desafiar o domínio iraniano na região do Golfo Pérsico.

Nas últimas semanas, o comandante naval utilizou ativamente redes sociais para comentar operações iranianas no Estreito de Ormuz. Apenas dois dias antes do anúncio israelense, ele publicou na plataforma X que "a passagem de qualquer embarcação pelo Estreito exige total coordenação com a autoridade marítima iraniana".

Em outras publicações recentes, Tangsiri alertou Washington contra possíveis ataques à Ilha de Kharg, principal centro de exportação de petróleo iraniano, afirmando que tal ação resultaria em "outra equação terrível e nova de tarifas e distribuição de energia no mundo".

Contexto do conflito e mortes de autoridades iranianas

Se confirmada oficialmente pelas autoridades de Teerã, a morte de Tangsiri seguiria um padrão estabelecido desde o início dos ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel ao Irã em fevereiro. Entre as autoridades iranianas de alto escalão já eliminadas neste conflito destacam-se:

  • O então líder supremo Ali Khamenei
  • O então chefe do Conselho Supremo de Segurança Ali Larijani

A campanha militar tem como alvo figuras centrais do regime iraniano responsáveis por operações estratégicas, especialmente aquelas relacionadas ao controle de rotas marítimas vitais e ao desenvolvimento de capacidades militares avançadas.

Papel no bloqueio do Estreito de Ormuz

Sob o comando de Tangsiri, a Marinha da Guarda Revolucionária implementou um bloqueio quase total do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz após o início dos ataques conjuntos em fevereiro. Esta medida representou uma resposta direta às operações militares contra o Irã e teve impacto significativo no comércio global de petróleo.

A atuação de Tangsiri focava principalmente em estratégias de dissuasão contra os Estados Unidos e seus aliados, consolidando o controle iraniano sobre uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de combustíveis.

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Até o momento, as autoridades iranianas não emitiram nenhuma confirmação oficial sobre a morte do contra-almirante, mantendo um silêncio que contrasta com a declaração pública israelense. A situação permanece em desenvolvimento, com observadores internacionais acompanhando possíveis reações do governo iraniano a mais esta perda em sua hierarquia militar.