Irã é suspeito de orquestrar ataques na Europa e criar grupo falso para reivindicar autoria
Autoridades de segurança europeias estão conduzindo investigações aprofundadas sobre uma possível conexão entre o Irã e uma série de ataques direcionados a alvos judaicos em diversos países do continente. Este cenário surge em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que já se estende por quatro semanas, criando um clima de tensão internacional.
Segundo informações exclusivas de fontes de inteligência que conversaram com o jornal The Wall Street Journal nesta quarta-feira, 25 de março de 2026, as ações criminosas teriam como foco principal escolas, sinagogas e empresas associadas a Israel. Os investigadores suspeitam fortemente que agentes iranianos estejam utilizando a internet para recrutar indivíduos e coordenar a execução desses atentados.
Criação de organização fictícia
Para reivindicar a autoria dos ataques, teria sido criada uma organização completamente fictícia denominada “Movimento Islâmico dos Companheiros Justos”. Este grupo apareceu pela primeira vez em bate-papos do aplicativo Telegram no dia 9 de março, coincidindo com uma explosão ocorrida próximo a uma sinagoga na cidade de Liège, na Bélgica.
Desde o início do conflito, desencadeado por ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, quase uma dúzia de ataques ou tentativas contra locais judaicos foram registradas na Europa Ocidental. Embora não haja relatos de mortes até o momento, as autoridades de segurança emitem alertas contínuos sobre o risco de episódios mais graves e violentos.
Incidentes recentes e mobilização
Na segunda-feira, 23 de março, o grupo fictício alegou ter incendiado um carro no distrito judeu da cidade belga de Antuérpia. Além disso, foram relatados ataques a ambulâncias pertencentes a um serviço de emergência judaico em Londres, aumentando a preocupação com a segurança das comunidades.
No início deste mês, duas sinagogas e uma escola judaica na Bélgica e na Holanda foram alvo de ataques coordenados. Esses incidentes levaram o governo belga a tomar medidas drásticas, mobilizando o exército para proteger locais judaicos em todo o país e reforçar a vigilância.
Respostas internacionais e alertas
Embora nenhum governo europeu tenha atribuído oficialmente os ataques a Teerã, diferentes serviços de inteligência consideram plausível o envolvimento indireto do Irã. O governo de Israel também emitiu um alerta global para cidadãos que viajam ao exterior, afirmando que o Irã “intensificará seus esforços para realizar ataques no exterior contra alvos israelenses e judaicos”.
Além da Europa, autoridades de países como Azerbaijão, Catar e Emirados Árabes Unidos relataram ter impedido planos de ataques semelhantes, atribuídos a redes apoiadas pelo Irã. Essas ações destacam a extensão geográfica das ameaças e a necessidade de cooperação internacional em matéria de segurança.
As investigações continuam em andamento, com as autoridades europeias monitorando de perto a situação e trabalhando para desmantelar quaisquer redes envolvidas nesses ataques, enquanto a comunidade internacional observa com apreensão os desdobramentos deste conflito complexo.



