Irã fecha Estreito de Ormuz novamente após ataques de Israel ao Líbano
Irã fecha Estreito de Ormuz após ataques de Israel

Irã fecha Estreito de Ormuz novamente após ataques de Israel ao Líbano

O regime iraniano ordenou o fechamento do Estreito de Ormuz para o trânsito de navios comerciais nesta quarta-feira (8 de abril de 2026), revertendo um frágil cessar-fogo estabelecido no dia anterior. Segundo a agência estatal iraniana Fars, a decisão foi tomada em resposta às "violações de Israel ao cessar-fogo", referindo-se aos pesados ataques israelenses no território libanês.

Impacto imediato no tráfego naval

Sites de monitoramento de tráfego naval confirmaram que a medida já surtiu efeito, interrompendo a movimentação de embarcações no estreito, uma das rotas marítimas mais críticas para o comércio global de petróleo. O Ministério da Saúde libanês relatou que mais de 200 pessoas foram mortas nos ataques israelenses desta quarta-feira, intensificando as tensões regionais.

Contexto do cessar-fogo rompido

O cessar-fogo, acordado na terça-feira (7 de abril), previa uma pausa de duas semanas nos ataques ao território iraniano. Em contrapartida, o Irã se comprometeu a reabrir o Estreito de Ormuz, com a condição de que seu Exército mediasse o fluxo de navios. No entanto, os recentes bombardeios israelenses no Líbano foram considerados pelo Irã como uma violação direta desse acordo, levando ao fechamento imediato da passagem.

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Posição militar iraniana

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou, através da agência Tasnim, que está "com as mãos no gatilho" para retaliar contra vizinhos em caso de nova ofensiva por parte dos Estados Unidos e Israel durante o período de trégua. As forças iranianas se declararam prontas para agir com mais força diante de qualquer ataque, mantendo a região em alerta máximo.

Negociações de paz em Islamabad

Uma reunião para discutir o fim definitivo da guerra está marcada para sexta-feira (10 de abril) em Islamabad, capital do Paquistão. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que atua como mediador, anunciou que as delegações do Irã e dos Estados Unidos, juntamente com seus aliados, concordaram com um cessar-fogo imediato e foram convidadas para as negociações. "Tenho o prazer de anunciar que a República Islâmica do Irã e os Estados Unidos da América, juntamente com seus aliados, concordaram com um cessar-fogo imediato", declarou Sharif em comunicado.

Participação nas negociações

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, confirmou a participação do Irã nas conversas, com a delegação sendo liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. Os Estados Unidos ainda não divulgaram oficialmente sua composição, mas espera-se que incluam o vice-presidente J.D. Vance, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do ex-presidente Donald Trump.

Declarações de Trump e exigências iranianas

O ex-presidente norte-americano Donald Trump alegou que todos os objetivos militares dos EUA no Irã foram cumpridos e que as negociações para um acordo de paz estão avançadas. Ele mencionou ter recebido uma proposta iraniana de 10 pontos, considerada uma base viável para negociação. Segundo a agência Mehr, os pontos incluem:

  • Não agressão entre as partes
  • Controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz
  • Aceitação do enriquecimento de urânio pelo Irã
  • Suspensão de todas as sanções primárias e secundárias ao Irã
  • Revogação de resoluções da ONU e da AIEA
  • Pagamento de indenização ao Irã
  • Retirada das forças de combate dos EUA da região
  • Cessão da guerra em todas as frentes, incluindo no Líbano

Trump afirmou que quase todos os pontos de divergência já foram acordados, mas um período de duas semanas é necessário para finalizar o acordo. Ele também declarou que Israel participará da trégua, conforme autoridades da Casa Branca.

Conclusão

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, seguido dos ataques israelenses no Líbano, demonstra a fragilidade do cessar-fogo na região. Com negociações de paz marcadas para Islamabad, a comunidade internacional aguarda ansiosamente por um acordo que possa estabilizar o Oriente Médio e reabrir uma das rotas marítimas mais vitais do mundo.

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