Irã ataca infraestrutura da Amazon no Bahrein em meio a escalada de tensões regionais
Um ataque iraniano danificou a operação de computação em nuvem da Amazon Web Services (AWS) no Bahrein, conforme revelou o jornal Financial Times nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026. A informação foi confirmada por uma fonte familiarizada com o assunto, que detalhou os impactos na infraestrutura tecnológica da gigante americana.
Contexto das ameaças e resposta oficial
O ataque ocorre em um cenário de crescente hostilidade, apenas um dia após a Guarda Revolucionária do Irã ameaçar explicitamente empresas americanas com sedes no Oriente Médio. A ameaça foi feita em retaliação a possíveis "assassinatos seletivos" de líderes iranianos, atribuídos a ações dos Estados Unidos e Israel.
O Ministério do Interior do Bahrein já havia informado anteriormente que equipes da defesa civil estavam combatendo um incêndio em uma instalação empresarial, provocado por uma "agressão iraniana", sem especificar a empresa afetada na ocasião.
Lista de empresas ameaçadas e ausência da Amazon
Curiosamente, a Amazon não foi citada na lista direta de dezoito empresas de tecnologia americanas que a Guarda Revolucionária iraniana acusou de cumplicidade com os supostos assassinatos. As empresas ameaçadas incluem:
- Boeing
- G42
- Spire Solution
- GE
- Tesla
- JP Morgan
- Nvidia
- Palantir
- Dell
- IBM
- Meta
- Apple
- Microsoft
- Oracle
- Intel
- HP
- Cisco
A declaração oficial da Guarda Revolucionária foi enfática: "Vocês ignoraram nossos repetidos alertas e, hoje, vários cidadãos iranianos foram martirizados em ataques terroristas perpetrados por vocês e seus aliados israelenses. Em resposta a essas operações, de agora em diante, as principais instituições atuantes em operações terroristas serão nossos alvos legítimos".
Histórico recente e ampliação do conflito
Este não é o primeiro incidente envolvendo a AWS na região. Na semana passada, a própria Amazon havia comunicado que os agrupamentos de datacenters da Amazon Web Services no Bahrein haviam sido "interrompidos" em meio aos conflitos no Oriente Médio.
A campanha de retaliação iraniana, iniciada após os ataques dos EUA e Israel em 28 de fevereiro, já arrastou pelo menos quinze países para o conflito. Inicialmente focada em bases militares americanas em monarquias árabes aliadas de Washington, como Catar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, a ofensiva expandiu-se para incluir alvos econômicos e tecnológicos.
Drones e mísseis também foram disparados contra o complexo petrolífero de nações que estão entre as maiores exportadoras de combustível do mundo, demonstrando a escalada e a diversificação dos alvos no conflito regional.
O episódio com a Amazon no Bahrein soma-se a esta crescente tensão, destacando como infraestruturas críticas de empresas globais estão se tornando alvos em disputas geopolíticas, com impactos diretos na estabilidade econômica e tecnológica da região.



