Irã retoma ataques e bloqueio no Estreito de Ormuz em meio a tensão com EUA
O conflito entre Estados Unidos e Irã ganhou um novo capítulo neste sábado (18), quando o regime iraniano voltou a fechar o estratégico Estreito de Ormuz e prometeu manter o bloqueio até que Washington suspenda as restrições aos portos do país. Navios que tentaram atravessar a rota marítima relataram ter sido atacados pelas forças iranianas, intensificando as tensões na região.
Esperança frustrada e retomada do bloqueio
Após o anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz na sexta-feira, dados de monitoramento marítimo mostraram um comboio de petroleiros atravessando a região nesta manhã. No entanto, o alívio foi breve. Radares registraram outros navios se aproximando da área e dando meia-volta após receberem uma mensagem de rádio da Marinha iraniana declarando que o estreito estava completamente fechado novamente.
A mensagem afirmava que nenhuma embarcação, independentemente de tipo ou nacionalidade, teria permissão para atravessar. A organização de tráfego marítimo do Reino Unido confirmou que lanchas da Guarda Revolucionária iraniana atacaram petroleiros na região, enquanto o governo da Índia revelou que duas embarcações indianas de transporte de petróleo bruto foram alvo dos ataques.
Exigências iranianas e resposta americana
O porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã deixou claro que o estreito permanecerá fechado até que os Estados Unidos suspendam o bloqueio aos portos iranianos, classificando a medida americana como uma violação do cessar-fogo que começou a valer há onze dias. Em contrapartida, o governo americano afirmou que a operação continuará enquanto durarem as negociações, destacando que já impediu a passagem de 23 navios desde a segunda-feira passada.
O presidente Donald Trump, que havia declarado na sexta-feira que o Estreito de Ormuz não seria mais usado como arma contra o mundo, convocou sua equipe de segurança nacional para discutir a nova crise. No Salão Oval, Trump mostrou otimismo com as negociações, mas foi enfático: "Estamos tendo boas conversas. Os iranianos deram uma de espertinhos. Querem fechar o estreito novamente, mas eles não podem nos chantagear".
Negociações em andamento e contexto regional
Por enquanto, não há data definida para uma segunda rodada de negociações diretas entre os dois países. O Conselho de Segurança Nacional do Irã informou que está revisando uma nova proposta americana, entregue pelo Paquistão, que atua como mediador no conflito.
Em uma medida para combater a alta dos preços do petróleo causada pela guerra, os Estados Unidos anunciaram que estenderão por mais trinta dias a permissão de compra de petróleo da Rússia. As sanções contra Moscou, impostas devido à guerra na Ucrânia, foram suspensas no mês passado.
Conflito paralelo no Líbano
Em outra frente do conflito regional, as forças israelenses realizaram ataques contra terroristas que se aproximaram de suas tropas no sul do Líbano, em confrontos com o grupo extremista Hezbollah. A ONU declarou que um soldado das forças de paz das Nações Unidas morreu e três ficaram feridos nos embates.
O presidente da França, Emmanuel Macron, confirmou que o soldado morto era francês e que as evidências apontam o Hezbollah como responsável pelo ataque, acusação que o grupo extremista negou veementemente.



