Irã intensifica ofensiva com ataques a base americana no Kuwait e promete mais retaliações
O Exército do Irã anunciou nesta sexta-feira, 6 de março de 2026, que atacou bases dos Estados Unidos no Kuwait utilizando drones destrutivos e afirmou que aumentará a pressão com mais bombardeios nas próximas horas. Segundo a televisão estatal iraniana, as forças terrestres do exército miraram um bom número de instalações militares americanas no país do Golfo.
Incêndios e danos na base Ali Al Salem
Imagens que circulam nas redes sociais mostram um incêndio de grandes proporções na base aérea Ali Al Salem, que abriga a maioria dos cerca de 13.500 soldados americanos estacionados no Kuwait. As gravações exibem chamas intensas em áreas que, de acordo com análises de mapas da NASA FIRMS, parecem estar próximas a locais de armazenamento de combustível, hangares de aeronaves e depósitos.
Este ataque ocorre no contexto de uma nova onda de ofensivas iranianas com drones e mísseis contra objetivos dos Estados Unidos na região. Na quinta-feira, os americanos anunciaram o fechamento de sua embaixada no Kuwait e a retirada de seus funcionários diplomáticos, em uma medida de precaução diante da escalada de violência.
Retaliação após morte de Ali Khamenei
Os ataques iranianos são uma resposta direta à ofensiva iniciada por Estados Unidos e Israel no sábado anterior, que resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei. Desde então, Teerã tem conduzido ações diárias contra bases militares e interesses de Washington no Golfo Pérsico, ampliando o conflito que já mergulhou o Oriente Médio em uma situação de tensão sem sinais de arrefecimento.
Embora o governo iraniano afirme estar mirando apenas alvos americanos, seus drones e mísseis têm atingido infraestruturas civis em múltiplos incidentes na última semana, incluindo:
- Aeroportos em Abu Dhabi e no Kuwait
- Arranha-céus em Dubai e no Bahrein
- Portos marítimos na região
Esses ataques estão minando a aparência de segurança que as monarquias do Golfo se esforçaram para manter, criando um cenário de instabilidade crescente.
Operação independente da Guarda Revolucionária
Informações vindas do Irã indicam que a Guarda Revolucionária Islâmica, corpo militar de elite que funciona como o exército ideológico do país, tem operado de forma independente após a morte de Khamenei. A entidade estaria seguindo instruções pré-estabelecidas, o que sugere uma continuidade nas ações ofensivas mesmo na ausência do líder supremo.
A situação representa um agravo significativo nas relações já tensas entre Irã e Estados Unidos, com repercussões que podem se estender por toda a região do Oriente Médio. A promessa de mais ataques nas próximas horas indica que o conflito está longe de terminar, com potencial para novas escaladas de violência.



