Chefe de Segurança do Irã ameaça Trump com 'eliminação' após morte de aiatolá
Irã ameaça Trump com 'eliminação' após morte de aiatolá

Chefe de Segurança Iraniano Adverte Presidente Americano sobre Riscos de 'Eliminação'

Em meio às crescentes tensões no Oriente Médio, o poderoso chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, Ali Larijani, lançou uma grave ameaça pública contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A advertência ocorre em um contexto de retaliação após o assassinato do aiatolá Ali Khamenei, líder espiritual do país, em ataques conjuntos israelo-americanos há onze dias.

Alusão Direta ao Assassinato do Líder Espiritual

Larijani utilizou as redes sociais para enviar uma mensagem contundente ao ocupante do Salão Oval. "A nação sacrificial do Irã não teme suas ameaças vazias. Nem mesmo aqueles maiores que você conseguiram eliminar o Irã. Cuidado para não ser eliminado você também", escreveu o chefe de segurança no X, anteriormente conhecido como Twitter.

A declaração faz referência explícita à morte de Khamenei, que foi substituído durante o final de semana por seu filho, Mojtaba Khamenei, como novo líder supremo do país. A ameaça representa uma escalada significativa no já tenso relacionamento entre as duas nações.

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Resposta às Declarações de Trump sobre Petróleo

A advertência de Larijani veio como resposta direta às afirmações feitas por Trump na véspera, quando o presidente americano declarou que as Forças Armadas dos Estados Unidos atacariam "vinte vezes mais forte" caso o Irã interrompesse o fluxo de petróleo pelo estratégico Estreito de Ormuz.

Nesta terça-feira, a Guarda Revolucionária Islâmica, exército ideológico que responde diretamente ao líder supremo iraniano, reforçou a posição do país. "Não permitiremos a exportação de um único litro de petróleo da região para a parte hostil e seus aliados até novo aviso", afirmou a instituição militar.

Troca de Acusações e Minimização das Ameaças

Anteriormente, Larijani já havia alertado que Trump "pagaria o preço" pelos ataques ao Irã, uma advertência que o presidente americano minimizou publicamente. Em entrevista ao canal CBS News, Trump declarou: "Não tenho ideia do que ele está falando, quem ele é. Não me importo".

O presidente americano acrescentou que o chefe do Conselho de Segurança iraniano "já foi derrotado" e que "pretendia dominar o Oriente Médio e já se rendeu a todos esses países por minha causa".

Histórico de Tensões e Acusações de Conspiração

O Irã já foi apontado como responsável por planos de atentados contra Trump no passado. Em 2024, o Departamento de Justiça americano acusou formalmente um cidadão iraniano por uma suposta conspiração ordenada pela Guarda Revolucionária Islâmica para assassinar o republicano, que na época era presidente eleito dos Estados Unidos.

Teerã negou consistentemente todas as acusações de que teria como alvo Trump ou outras autoridades americanas, caracterizando-as como propaganda política.

Posição Firme da Guarda Revolucionária

Ali Mohamad Naini, porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica, deixou claro que a instituição pretende manter controle sobre o desenrolar do conflito. "Seremos nós que decidiremos o fim da guerra", afirmou o representante militar, reforçando a determinação iraniana em responder às provocações americanas.

A situação permanece extremamente delicada, com ambas as partes demonstrando disposição para confronto direto enquanto o mundo observa com preocupação as repercussões no já instável Oriente Médio.

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