Irã acusa EUA de planejar invasão terrestre disfarçada de negociações, diz presidente do parlamento
Irã acusa EUA de planejar invasão disfarçada de negociações

Irã acusa Estados Unidos de preparar invasão terrestre sob pretexto de negociações de cessar-fogo

O presidente do parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, fez uma declaração contundente neste domingo, 29 de março de 2026, durante uma mensagem à população pelo 30º dia da guerra contra os Estados Unidos e Israel. Ele afirmou que as forças iranianas estão "à espera" de tropas americanas, acusando Washington de planejar uma invasão terrestre sob o "disfarce" de negociações por um cessar-fogo.

Ghalibaf é visto como favorito de Trump para assumir Teerã após conflito

De acordo com reportagens na mídia dos Estados Unidos, Ghalibaf seria um dos favoritos do governo Donald Trump para assumir o comando político em Teerã ao fim do conflito. Apesar de sua postura agressiva nas ameaças de retaliação e no deboche com o presidente americano, ele é visto por parte da Casa Branca como um interlocutor confiável, capaz de negociar uma saída pela diplomacia, conforme relataram dois funcionários ao site POLITICO.

Líder iraniano mantém tom belicoso e rejeita humilhação diplomática

Neste domingo, o líder parlamentar manteve um tom belicoso em seu discurso. "O inimigo publicamente manda mensagens de negociação enquanto, secretamente, planeja uma invasão terrestre — sem saber que nossos homens estão esperando tropas americanas entrarem no território, prontos para desencadear devastação sobre eles e punir seus aliados regionais permanentemente", declarou Ghalibaf.

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Segundo ele, os Estados Unidos apresentam aquilo que não conseguiram pela guerra na forma de uma lista de 15 pontos para seguir pela diplomacia, mas, enquanto os americanos buscarem a rendição do Irã, "a resposta de seus filhos permanece clara: 'longe de nós aceitar a humilhação'".

Ghalibaf louva resistência popular e manifestações pró-regime

O presidente do parlamento iraniano também louvou as manifestações convocadas pelo próprio regime em cidades do país ao longo das últimas semanas. Ele disse que "a rua nestas trinta noites foi a manifestação e o espelho do poder social de uma nação que desconhece a derrota", deixando "o inimigo irritado e perturbado".

"Com os gritos de 'sem concessão, sem rendição, lute contra a América', vocês deram força aos mísseis", afirmou Ghalibaf, apontando que "os símbolos do poder americano, de jatos F-35 a porta-aviões e bases regionais, sofreram grandes baques".

Contexto do conflito e perspectivas futuras

O discurso de Ghalibaf ocorre em um momento crítico do conflito, com tensões elevadas entre o Irã e os Estados Unidos. A acusação de uma invasão terrestre disfarçada de negociações reflete a desconfiança profunda entre as partes, mesmo com relatos de que Ghalibaf possa ser uma figura chave para futuros diálogos diplomáticos.

Analistas internacionais observam que, apesar do tom agressivo, a menção a negociações e a possível abertura para interlocutores como Ghalibaf sugerem que ambos os lados podem estar explorando vias para uma resolução do conflito, embora o caminho permaneça incerto e carregado de riscos de escalada militar.

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