Ilha de Kharg, crucial para exportação de petróleo iraniano, é atacada novamente pelos Estados Unidos
Imagens de satélite capturadas em 25 de fevereiro de 2026 mostram um terminal de petróleo na Ilha de Kharg, localizada na costa sudoeste do Irã. Esta ilha, que é responsável por impressionantes 90% do petróleo exportado pelo país, foi alvo de novos ataques pelos Estados Unidos nesta terça-feira, 7 de março, conforme relatado pela mídia estatal iraniana e pela imprensa norte-americana.
Detalhes do ataque e reações
De acordo com a agência estatal iraniana Mehr, "O inimigo americano-sionista lançou diversos ataques contra a ilha de Kharg, e várias explosões foram ouvidas no local". O site norte-americano "Axios" confirmou que o bombardeio foi um ataque dos EUA, citando uma fonte militar que afirmou que o ataque ocorreu nas primeiras horas do dia e mirou em alvos militares previamente atingidos na ilha. Importante destacar que a infraestrutura petrolífera não teria sido danificada, segundo as informações disponíveis.
Contexto histórico e estratégico
A Ilha de Kharg, de extrema importância estratégica, havia sido poupada dos conflitos iniciais da guerra no Oriente Médio nas duas primeiras semanas. No entanto, em meados de março, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ter bombardeado a ilha, focando em bases militares e preservando as reservas de petróleo. Até a última atualização desta reportagem, o governo Trump não havia emitido uma declaração oficial sobre o ataque mais recente.
Escalação do conflito
A guerra entre EUA, Israel e Irã já está em seu 39º dia e continua a mostrar sinais constantes de escalada. Nesta terça-feira, os bombardeios contra o território iraniano foram intensificados, com infraestruturas civis, como pontes e ferrovias, sendo alvejadas. Donald Trump prometeu destruir todas as usinas de energia e pontes do Irã a partir das 21h, no horário de Brasília, desta terça, indicando uma possível expansão dos alvos militares.
Os vídeos divulgados pelos EUA sobre o ataque à Ilha de Kharg reforçam a gravidade da situação, enquanto a comunidade internacional acompanha com preocupação os desdobramentos deste conflito prolongado. A preservação da infraestrutura petrolífera, por enquanto, pode ser vista como um elemento chave nas táticas empregadas, mas a incerteza permanece alta quanto aos próximos passos nesta guerra complexa.



