Guerra no Irã: 100 mil pessoas fogem de Teerã após ataques de EUA e Israel
As Nações Unidas estimam que aproximadamente 100 mil pessoas deixaram Teerã após o início dos ataques combinados dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, no último sábado, informou o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) nesta quarta-feira, 4 de março de 2026. Segundo o Acnur, apesar desse movimento interno, não houve aumento significativo de fluxos transfronteiriços, e a situação na passagem de fronteira de Islam Qala, no Afeganistão, permanece estável.
Número de vítimas atinge 1.045 no território iraniano
O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã entrou no quinto dia, sem sinais de trégua ou avanços rumo a um cessar-fogo. Autoridades iranianas informaram que o número de mortos já chegou a 1.045, de acordo com a agência Tasnim. A Fundação dos Mártires e Assuntos dos Veteranos do Irã confirmou que esse total corresponde às identificações de corpos concluídas e preparados para sepultamento, segundo veículos de mídia estatal.
Ataques aéreos continuam e tensão se espalha pela região
Nesta quarta-feira, ataques aéreos dos EUA e de Israel continuam no território iraniano. As Forças Armadas de Israel anunciaram uma ampla onda de ataques direcionada a posições de segurança iranianas. Em retaliação, o Irã intensificou ofensivas contra alvos americanos e israelenses na região. O clima de tensão se estendeu aos países do Golfo: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar e Kuwait relataram ataques iranianos nos últimos 24 horas.
Impacto no Líbano e deslocamento de civis
No Líbano, o Ministério da Saúde informou que ataques israelenses em duas cidades ao sul de Beirute deixaram seis mortos e oito feridos. O Exército de Israel emitiu alerta urgente para civis no sul do país, recomendando evacuação para o norte do rio Litani. Segundo a ONU, pelo menos 80 mil pessoas foram deslocadas no país devido aos intensos bombardeios recentes, ampliando a crise humanitária na região.
O conflito, que começou com ataques coordenados no último fim de semana, mostra sinais de escalada contínua, com ambas as partes mantendo operações militares agressivas. A comunidade internacional observa com preocupação o aumento do número de vítimas e o deslocamento em massa de populações civis, enquanto esforços diplomáticos para um cessar-fogo ainda não surtiram efeito.



