Emirados Árabes Unidos enfrentam ataques iranianos com mísseis e drones
O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos divulgou um comunicado detalhando uma série de ataques ocorridos nas últimas 24 horas. Segundo a pasta, foram detectados sete mísseis balísticos sobre o espaço aéreo do país, com seis sendo interceptados pelas defesas emiradenses e o sétimo atingindo o território nacional.
Interceptação de drones e mísseis em números
Além dos mísseis, o ministério registrou o lançamento de 131 drones pelo Irã, dos quais 125 foram neutralizados. Desde o início do que foi classificado como uma "flagrante agressão iraniana", os Emirados Árabes Unidos contabilizaram:
- 196 mísseis balísticos detectados, com 181 destruídos, 13 caindo no mar e dois atingindo o território emiradense.
- 1.072 drones iranianos detectados, sendo 1.001 interceptados e 71 alcançando o solo dos Emirados.
- Oito mísseis de cruzeiro detectados e destruídos.
O comunicado destacou que entre os mortos e feridos há indivíduos de diversas nacionalidades, incluindo egípcios, etíopes, emiradenses, filipinos, paquistaneses, iranianos, indianos, bengalis, cingaleses, azeris, iemenitas, ugandeses, turcos, libaneses e eritreus, entre outros.
Resposta militar e contexto do conflito
O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos afirmou estar totalmente preparado e disposto a enfrentar qualquer ameaça, garantindo a preservação da soberania, segurança e estabilidade do país. Esta declaração ocorre em um cenário de escalada de tensões na região.
Os ataques são parte de uma retaliação iraniana após um ataque militar conjunto dos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, que resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã desde 1989. Atualmente, o país é governado pelo Conselho de Liderança Iraniano.
Em resposta, o Irã fechou o Estreito de Ormuz e lançou ofensivas contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas em países como Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes adicionais foram registrados envolvendo projéteis iranianos em Chipre e na Turquia.
Desde o início do conflito, mais de mil pessoas já morreram, a maioria delas iranianas, segundo relatos. A situação continua a evoluir, com preocupações sobre a estabilidade regional e o impacto humanitário.
