China culpa EUA e Israel por bloqueio no Estreito de Ormuz e disparada do petróleo
China culpa EUA e Israel por crise no Estreito de Ormuz

China responsabiliza EUA e Israel por crise no Estreito de Ormuz e disparada do petróleo

O governo chinês afirmou nesta quinta-feira, 2 de abril de 2026, que as operações militares ilegais dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã são a causa principal do fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota marítima crítica por onde passa aproximadamente 20% do petróleo e gás consumidos globalmente. A declaração da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, ocorreu um dia após o presidente americano, Donald Trump, ter instado os países afetados pela disparada nos preços dos combustíveis a simplesmente tomarem o controle do estreito.

Disputa geopolítica e declarações inflamadas

Em pronunciamento à nação na noite de quarta-feira, Trump afirmou que os países dependentes da importação de petróleo via Ormuz deveriam cuidar dessa passagem e tomar posse da área para proteger seus interesses. Ele previu ainda mais duas a três semanas de ataques pesados que, segundo suas palavras, levariam o Irã de volta à Idade da Pedra, ameaçando também atacar a rede energética iraniana caso um acordo não seja alcançado em breve.

Em resposta, Mao Ning destacou que meios militares não podem resolver o problema e que a escalada dos conflitos não beneficia nenhuma das partes envolvidas. A China, sendo a maior compradora de petróleo iraniano – cuja maior parte transita pelo Estreito de Ormuz –, tem um interesse direto na estabilidade da região.

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Impacto econômico imediato e setorial

O bloqueio da rota marítima provocou uma disparada significativa nos preços do petróleo, com o barril de Brent, referência internacional, ultrapassando a marca de US$ 100, quase o dobro do valor registrado antes do início dos conflitos. Essa alta foi impulsionada pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, cujas retaliações contra nações árabes do Golfo aliadas de Washington danificaram instalações petrolíferas estratégicas.

O setor da aviação foi um dos mais afetados pela crise:

  • Diversas companhias aéreas chinesas, incluindo a estatal Air China, anunciaram aumentos nas taxas de combustível para voos domésticos a partir de domingo.
  • Empresas internacionais como Air France-KLM, Cathay Pacific, Air India, Qantas e SAS também elevaram suas tarifas, repassando os custos adicionais aos consumidores.

Contexto geopolítico e tensões regionais

O Estreito de Ormuz, localizado no Golfo Pérsico, é uma passagem vital para o comércio global de energia, conectando produtores do Oriente Médio aos mercados internacionais. A crise atual reflete tensões profundas entre potências globais, com a China posicionando-se contra as ações militares lideradas pelos Estados Unidos e Israel, enquanto busca proteger seus próprios interesses econômicos e energéticos.

Analistas alertam que a instabilidade prolongada na região pode gerar consequências mais amplas, incluindo:

  1. Pressões inflacionárias em economias dependentes de importações de petróleo.
  2. Reconfigurações nas alianças geopolíticas no Oriente Médio.
  3. Impactos negativos no crescimento econômico global, especialmente em setores intensivos em energia.

A situação permanece volátil e sob monitoramento constante, com governos e mercados aguardando desenvolvimentos que possam indicar uma resolução diplomática ou uma escalada ainda maior dos conflitos.

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