Deputado protocola pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro no STF com 175 assinaturas
Pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro no STF com 175 assinaturas

Deputado do PL protocola pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro no STF com amplo apoio parlamentar

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) protocolou nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, no Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido formal de concessão de prisão domiciliar humanitária para o ex-presidente Jair Bolsonaro. O político atualmente cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, condenado por tentativa de golpe de Estado.

Documento reúne 175 assinaturas de parlamentares

Segundo informações divulgadas pelo próprio deputado, o documento protocolado conta com o apoio expressivo de 175 parlamentares que assinaram favoráveis à medida. Gayer utilizou suas redes sociais para anunciar a ação, postando: "Está feito! Acabei de protocolar, no STF, o Pedido de Prisão Domiciliar Humanitária para o presidente Bolsonaro com 175 assinaturas de deputados!".

Contexto do pedido e saúde do ex-presidente

O pedido do deputado ocorre na sequência de uma nova solicitação apresentada ao STF pela defesa de Bolsonaro na terça-feira, 17 de março. Os advogados do ex-presidente destacaram em seu requerimento o quadro de saúde preocupante de Jair Bolsonaro, que está internado desde a sexta-feira, 13 de março, devido a um caso de broncopneumonia.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Além disso, na noite de terça-feira, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República, revelou ter se reunido com o ministro do STF Alexandre de Moraes. Durante o encontro, o parlamentar solicitou pessoalmente ao magistrado que autorizasse a concessão da prisão domiciliar. Flávio Bolsonaro descreveu a conversa como "objetiva", sem fornecer mais detalhes sobre o conteúdo das discussões.

Repercussão e próximos passos

A movimentação política em torno do caso ganha força com o amplo apoio demonstrado no documento protocolado por Gayer. Analistas apontam que a medida busca aliviar as condições de detenção do ex-presidente, considerando seu estado de saúde e argumentos humanitários. O STF agora deve analisar os pedidos em conjunto, avaliando os aspectos jurídicos e médicos apresentados pela defesa e pelos apoiadores políticos.

O caso continua a gerar intenso debate no cenário político nacional, com defensores da medida alegando necessidade de tratamento médico adequado e opositores questionando possíveis privilégios. A decisão final caberá aos ministros da Suprema Corte, que precisarão ponderar entre a aplicação da lei e considerações de saúde pública.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar