Paes ataca Castro por renúncia: 'Governador omisso foge da justiça'
Paes critica Castro por renúncia e o chama de omisso

Paes acusa Castro de fugir da justiça com renúncia antecipada

O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), disparou críticas contundentes ao governador Cláudio Castro (PL), que deixará o cargo nesta segunda-feira, 23 de março de 2026. Em postagem nas redes sociais, Paes classificou Castro como um "governador omisso fugindo da justiça", em meio a acusações de manobras políticas para evitar inelegibilidade.

Contexto político e acusações graves

Eduardo Paes, que é pré-candidato ao governo do Rio nas eleições de outubro de 2026, deixou a prefeitura da capital na última sexta-feira, 20 de março. Já Cláudio Castro, atual governador, pretende disputar uma vaga no Senado Federal. Nos últimos dias, Castro tem exonerado seu secretariado e marcou cerimônia de encerramento do mandato poucos dias antes do prazo de desincompatibilização, que exige que pré-candidatos se afastem de cargos públicos seis meses antes do pleito.

Paes foi incisivo em suas declarações: "Encerramento de mandato, nada! Trata-se de um governador omisso fugindo da justiça. Fugindo, não! Pior! Desrespeitando a justiça com os crimes que cometeu!". Ele acrescentou que não se pode mais permitir esse tipo de impunidade, afirmando que Castro e seu grupo destruíram o Rio de Janeiro e não passarão impunes.

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Manobra política e risco jurídico

A renúncia de Castro ocorre um dia antes de uma sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode torná-lo inelegível por abuso de poder político e econômico. Nos bastidores, a renúncia é vista como uma manobra para levar a ação na Corte Eleitoral a perder o objeto, permitindo que ele concorra, mesmo que sub judice. No entanto, especialistas apontam que a estratégia jurídica é arriscada e não há consenso sobre sua eficácia para garantir a elegibilidade do político.

Paes expressou confiança de que o TSE "não admitirá esse tipo de chicana", termo que ele definiu usando o ChatGPT como "usar artifícios formais ou recursos excessivos para atrasar um processo, sem necessariamente contribuir para a justiça da causa".

Implicações e sucessão

O ex-prefeito ainda afirmou que Castro quer "fazer o sucessor para continuar aprontando". Um dos ex-secretários recém-exonerados é Douglas Ruas (PL), apontado como aposta do senador e pré-candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para o governo do Estado. Essa movimentação destaca as tensões políticas no Rio de Janeiro, com Paes posicionando-se firmemente contra o que considera impunidade e abusos de poder.

A situação ilustra um cenário de conflito político intenso, onde acusações de omissão e fuga da justiça se misturam com estratégias eleitorais, enquanto o futuro do estado permanece incerto diante de disputas judiciais e eleitorais.

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