Pacheco se filia ao PSB, critica totalitarismo e adia definição sobre candidatura em Minas Gerais
Pacheco se filia ao PSB e critica totalitarismo, mas adia candidatura

Senador Rodrigo Pacheco oficializa filiação ao PSB e adia decisão sobre candidatura em Minas Gerais

O senador Rodrigo Pacheco oficializou nesta quarta-feira, 1° de abril de 2026, sua filiação ao PSB, após deixar o PSD. O evento ocorreu na sede nacional do partido em Brasília e contou com a presença do presidente do PSB, João Campos, e do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, também do PSB. No entanto, Pacheco foi enfático ao negar que a filiação represente um anúncio imediato de candidatura ao governo de Minas Gerais.

Decisão sobre candidatura será tomada após consultas amplas

Pacheco afirmou que a definição sobre sua possível candidatura ao governo mineiro será tomada apenas a partir da próxima segunda-feira, após "ouvir de forma ampla" lideranças estaduais e nacionais. Entre os nomes citados estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do PSDB, Aécio Neves, e o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). O senador destacou que "as definições em relação às eleições virão ao longo dos próximos tempos" e que a chapa completa ao governo e ao Senado será decidida próximo à convenção partidária.

O parlamentar admitiu inclusive a possibilidade de não encabeçar a chapa ao governo, sugerindo que "pode, eventualmente, ser um outro nome" que represente o projeto de reconstrução do estado. Pacheco revelou que recebeu um telefonema de Lula meia hora antes do evento, no qual o presidente o cumprimentou pela filiação e desejou boa sorte, reafirmando o compromisso de olhar para Minas Gerais de maneira diferenciada.

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Críticas ao totalitarismo e defesa da democracia

Em tom claramente eleitoral, Pacheco fez duras críticas a movimentos totalitaristas e defendeu a união dos democratas. Ele afirmou que a defesa da democracia se tornou sua "causa de vida" e alertou para os riscos do negacionismo, do totalitarismo e da ruptura institucional. "Os democratas deste País precisam se juntar, se agregar para poder fazer esse enfrentamento", declarou.

O senador elogiou o histórico do PSB na luta contra o totalitarismo, citando especificamente a posição do partido contra a tentativa de golpe de Estado em 2023 e contra a defesa bolsonarista da não vacinação durante a pandemia de Covid-19. Segundo Pacheco, o PSB "se colocava na posição de um partido que defendia a ciência, que defendia a vacina, que defendia o tratamento das pessoas", estando portanto "do lado certo da história".

Responsabilidade fiscal e críticas às redes sociais

Pacheco defendeu a responsabilidade fiscal como elemento fundamental para um partido moderno, argumentando que "não há nem desenvolvimento humano, nem desenvolvimento social, se não houver responsabilidade fiscal". Em uma indireta a adversários políticos, o senador criticou o excessivo foco em redes sociais, afirmando que "TikTok, às vezes, é até útil, né? Instagram, às vezes, é útil, mas com entregas efetivas para a população, a partir da responsabilidade fiscal".

O parlamentar destacou que a "política responsável" pode ser antipática, mas é necessária, especialmente em um contexto onde alguns preferem buscar likes em redes sociais a defender a democracia. "Defender a democracia custa, às vezes, é até antipático, mas é preciso fazer a política responsável", afirmou.

Contexto político e histórico de Pacheco

Rodrigo Pacheco tem um longo histórico na política brasileira:

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  • Foi deputado federal e elegeu-se senador em 2018
  • Em 2021, tornou-se presidente do Senado Federal
  • Lula defende há meses sua candidatura ao governo mineiro
  • Pacheco relutava inicialmente, esperando indicação ao STF
  • Após a escolha de Jorge Messias para o STF, cogitou deixar a política
  • Em novembro de 2025, criticou a filiação do PSD a Mateus Simões, vice de Romeu Zema
  • Em fevereiro de 2026, Edinho Silva (PT) reafirmou a necessidade de um palanque forte em Minas
  • Em março, Pacheco e Lula trocaram publicamente elogios em evento em Sete Lagoas

O senador também propôs que o PSB tenha um olhar mais atento aos municípios e prefeitos, destacando que "os municípios, onde as pessoas vivem, e os prefeitos-presidentes, nossos presidentes, mais do que ninguém tem essa condição" de entender as necessidades locais.

A filiação de Pacheco ao PSB representa mais um capítulo na complexa articulação política para as eleições em Minas Gerais, estado considerado fundamental pelo peso eleitoral. Enquanto o senador adia sua decisão final, as especulações sobre sua candidatura continuam, com o PSB se fortalecendo como possível base de apoio a Lula no estado.