Projeto de feriado estadual em SC gera críticas de empresários e associações
Novo feriado em SC é criticado por empresários

Projeto de lei propõe novo feriado em Santa Catarina e gera polêmica entre empresários

Um projeto de lei enviado pelo governo de Santa Catarina à Assembleia Legislativa (Alesc) está gerando intenso debate no estado. A proposta, entregue em 2 de fevereiro, estabelece o dia 25 de novembro como feriado estadual, em homenagem a Santa Catarina de Alexandria, figura histórica que inspirou o nome do estado.

Críticas do setor produtivo e questionamentos jurídicos

Entidades empresariais, incluindo a Federação das Associações Empresariais (Facisc) e a Associação Empresarial da Região Metropolitana de Florianópolis (AEMFLO), manifestaram forte oposição à medida. O principal argumento apresentado é o impacto negativo no setor produtivo, com prejuízos econômicos significativos para as empresas catarinenses.

Além das questões econômicas, as instituições questionam o respaldo jurídico da proposta. A legislação federal permite que cada estado institua apenas um feriado correspondente à sua Data Magna. Em Santa Catarina, essa data já é celebrada em 11 de agosto, o que, segundo os críticos, inviabilizaria legalmente a criação de um segundo feriado estadual.

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Justificativa do governo e calendário potencialmente sobrecarregado

Em contrapartida, o governo estadual defende a medida como "legítima, adequada e alinhada à valorização da história e da identidade" catarinense. A justificativa do projeto ressalta que a data não possui apenas um viés religioso, mas representa um marco histórico e cultural fundamental para o estado.

Caso seja aprovado ainda em 2026, o novo feriado seria o quarto no mês de novembro, que já conta com:

  • Dia de Finados (2 de novembro)
  • Proclamação da República (15 de novembro)
  • Dia da Consciência Negra (20 de novembro)

Essa concentração de dias não úteis preocupa ainda mais o setor empresarial, que vê na medida uma sobrecarga para a produtividade estadual.

Posicionamento formal das entidades empresariais

Em resposta ao projeto, a Facisc encaminhou uma nota oficial ao governo estadual, em conjunto com o Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Cofem). O documento expressa preocupação com a proposta e alerta para os possíveis danos à competitividade das empresas locais.

A AEMFLO e a CDL de São José também se posicionaram contra a iniciativa, argumentando que a criação de mais um feriado compromete o faturamento das empresas e dificulta a manutenção de postos de trabalho. As entidades destacaram que a medida "ocorre em um contexto econômico que exige cautela e equilíbrio nas decisões legislativas".

Como alternativa, caso a proposta avance no legislativo, as associações sugerem que os efeitos do feriado sejam transferidos para o domingo subsequente quando a data coincidir com dia útil, minimizando assim os impactos econômicos.

Até o momento, não há previsão concreta de quando o texto será discutido ou votado na Assembleia Legislativa, mantendo o tema em suspenso enquanto os debates continuam a aquecer o cenário político e econômico catarinense.

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