Governistas acusam presidente da CPMI de fraude e pedem anulação da quebra de sigilos de Lulinha
Governistas acusam fraude em votação da CPMI sobre Lulinha

Governistas acusam presidente da CPMI de fraude e pedem anulação da quebra de sigilos de Lulinha

Parlamentares governistas que integram a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS entraram com um pedido formal ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), solicitando a anulação imediata da votação realizada nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026. A sessão controversa aprovou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Fabio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os parlamentares da base governista apresentaram acusações graves contra o presidente do colegiado, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), alegando que ele cometeu fraude no processo de votação. Segundo os governistas, Viana teria ignorado deliberadamente os votos de deputados e senadores que se manifestaram de forma contrária à quebra de sigilo de Lulinha.

Detalhes da acusação de fraude na votação simbólica

A votação em questão foi conduzida de maneira simbólica, um método que não registra individualmente o posicionamento de cada parlamentar. De acordo com a base governista, vários parlamentares teriam expressado sua oposição aos requerimentos de quebra de sigilo, mas seus votos não foram devidamente contabilizados por Viana.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Entre os nomes citados pelos governistas como tendo votado contra a medida estão:

  • Senadores Soraya Thronicke, Randolfe Rodrigues, Jussara Lima, Jaques Wagner e Tereza Leitão
  • Deputados Damião Feliciano, Átila Lira, Cléber Verde, Orlando Silva, Romero Rodrigues, Paulo Pimenta, Alencar Santana, Neto Carleto e Rogério Correia

Entretanto, o senador Carlos Viana, que presidiu a sessão, afirmou ter contabilizado apenas sete votos contrários ao total, um número significativamente menor do que o alegado pelos governistas. Essa discrepância é o cerne das acusações de manipulação do processo.

Medidas adicionais e resposta de Carlos Viana

Além do pedido de anulação da votação, a base governista anunciou que pretende representar contra o presidente da CPMI no Conselho de Ética do Congresso Nacional. A medida busca responsabilizar Viana por supostas irregularidades na condução da sessão.

Quando procurado para se manifestar sobre as acusações, o senador Carlos Viana negou veementemente qualquer fraude. "Não temo qualquer representação feita pelos governistas", declarou Viana, demonstrando confiança em sua posição. Ele ainda acrescentou que espera ser recebido por Davi Alcolumbre antes que o presidente da Casa tome qualquer decisão sobre o caso.

A situação coloca em evidência as tensões políticas dentro da CPMI do INSS e levanta questões sobre a transparência dos processos legislativos, especialmente em votações simbólicas que não deixam registro individual dos votos. O desfecho deste impasse dependerá da análise de Alcolumbre e possíveis investigações éticas que possam ser instauradas.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar