Secretário de Recursos Humanos de Sorocaba é exonerado após retorno do prefeito Rodrigo Manga
Exoneração de secretário em Sorocaba após volta de prefeito

Exoneração de secretário marca retorno de prefeito após decisão judicial

O secretário de Recursos Humanos de Sorocaba (SP), Júlio Cesar Martins, foi exonerado do cargo nesta quarta-feira (1º). A confirmação veio do próprio ex-secretário, em um movimento que coincide com o retorno do prefeito Rodrigo Manga (Republicanos) à prefeitura, após quase cinco meses afastado por decisão judicial.

Contexto político e judicial

A mudança ocorre no mesmo dia em que o prefeito Rodrigo Manga reassumiu suas funções, seguindo uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques. A suspensão do afastamento foi divulgada na terça-feira (31), revertendo uma medida cautelar que havia sido imposta durante a Operação Copia e Cola, investigação da Polícia Federal sobre desvios de verba na área da saúde do município.

Júlio Cesar Martins, graduado em engenharia civil com especialização em administração, confirmou sua saída à TV TEM. Ele possui vasta experiência em liderança executiva, tendo atuado como diretor no Sesi e com formação em ESG, gestão de pessoas e desenvolvimento de líderes. A prefeitura não respondeu aos questionamentos do g1 sobre os motivos da exoneração ou sobre quem deve assumir o cargo.

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Retorno de Rodrigo Manga e celebração

Rodrigo Manga, conhecido como o prefeito "tiktoker" por seus vídeos virais, foi afastado em 6 de novembro de 2025. Com a decisão do STF, ele reassumiu já na tarde desta quarta-feira, sendo recebido com festa por apoiadores. Em declarações, Manga comemorou o retorno e anunciou planos para retomar o transporte gratuito a estudantes e convocar guardas municipais.

O advogado de defesa do prefeito, Daniel Bialski, informou que o STF notificou o Tribunal Regional Federal (TRF-3) e a prefeitura sobre a decisão. Manga destacou a importância do STF como defensor dos direitos políticos, enquanto sua assessoria indicou que ele agora decidirá entre permanecer no cargo ou descompatibilizar-se para concorrer às eleições de 2026.

Detalhes da Operação Copia e Cola

A investigação, iniciada em maio de 2022, apura contratos indevidos com a empresa Aceni para administração de unidades de saúde em Sorocaba. Em fevereiro, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou 13 pessoas, incluindo Rodrigo Manga, sua esposa Sirlange Frate Maganhato e sua mãe Zoraide Batista Maganhato, por crimes como organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro.

O ministro Nunes Marques justificou a suspensão do afastamento, argumentando que a medida representava uma "intervenção excessiva" na administração municipal e poderia prejudicar a livre opção de Manga se inscrever como pré-candidato eleitoral, com prazo até sábado (4). A decisão será submetida ao plenário da 2ª turma do STF para apreciação final.

Enquanto isso, a defesa de Manga celebrou a decisão, afirmando que o STF reconheceu a falta de fundamentos para manter o afastamento. A operação continua a investigar os desvios, com denúncias que envolvem também familiares e associados do prefeito.

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