Desembargador assume governo do Rio e realiza primeira mudança na Casa Civil
Desembargador assume governo do Rio e altera Casa Civil

Desembargador Ricardo Couto assume governo do Rio e realiza primeira alteração na Casa Civil

O desembargador Ricardo Couto, que acumula a presidência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), deu seu primeiro passo à frente do Executivo estadual nesta terça-feira, 24 de março de 2026. Em uma edição extraordinária do Diário Oficial do Estado, publicada no período da tarde, Couto exonerou Nicola Miccione do cargo de secretário da Casa Civil e nomeou Marco Antônio Rodrigues Simões, até então chefe de gabinete da pasta, como o novo titular.

Contexto político e mudanças na gestão

Nicola Miccione era considerado o preferido do ex-governador Cláudio Castro, do Partido Liberal (PL), para disputar um mandato-tampão na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). No entanto, conforme as regras atuais estabelecidas pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), Miccione não cumpria o prazo necessário de seis meses de desincompatibilização, o que inviabilizou sua candidatura.

Antes de deixar o Palácio Guanabara, Cláudio Castro ampliou significativamente os poderes da Casa Civil, uma medida que agora será administrada pelo novo secretário. Marco Antônio Simões, nomeado pelo governador em exercício, será responsável por uma parte considerável da gestão administrativa e orçamentária do estado, assumindo funções críticas em um momento de transição política.

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Agenda do desembargador em Brasília

No seu primeiro dia à frente do governo, Ricardo Couto cumpriu agendas na capital federal, Brasília. Ele esteve em reunião com o ministro Edson Fachin, também do STF, discutindo possíveis ajustes e alinhamentos na gestão estadual. Essa movimentação reforça a intenção de Couto em estabelecer uma governança baseada em diálogo com as instâncias superiores do Judiciário.

A nomeação de Marco Antônio Simões reflete uma busca por continuidade e eficiência na administração pública, enquanto a exoneração de Miccione sinaliza uma ruptura com os arranjos políticos anteriores. Esse ato inicial do desembargador pode indicar um foco em estabilidade e transparência, aspectos essenciais para a governança em um período de interinidade.

O Diário Oficial extra, utilizado para publicar a mudança, destaca a urgência e a importância atribuída a essa primeira medida administrativa. A atuação de Couto será observada de perto, pois ele equilibra as funções de presidente do TJ-RJ com as responsabilidades do Executivo, um cenário incomum que testará sua capacidade de gestão e imparcialidade.

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