CPI do INSS é suspensa após confusão em votação sobre sigilo de Lulinha
CPI do INSS suspensa após confusão em votação sobre sigilo de Lulinha

CPI do INSS é suspensa após tumulto em votação sobre sigilo de Lulinha

Uma sessão tumultuada da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) precisou ser interrompida nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, após uma confusão generalizada entre os parlamentares. O incidente ocorreu durante a votação de um requerimento que propunha a quebra do sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como "Lulinha", filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Vídeos do tumulto viralizam nas redes sociais

Registros em vídeo da sessão se espalharam rapidamente pelas plataformas digitais, mostrando o momento em que os parlamentares se exaltaram durante a contagem dos votos. O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), declarou a aprovação do requerimento com sete votos favoráveis, mas vários deputados contestaram publicamente o resultado, alegando que a contagem estava incorreta.

O método de votação utilizado foi por contraste, onde os parlamentares favoráveis permaneceram sentados e os contrários se levantaram para manifestar sua posição. Após a proclamação do resultado, deputados governistas fizeram gestos de negação com as mãos e se dirigiram à mesa da presidência, iniciando uma discussão acalorada.

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Principais envolvidos no empurra-empurra

Entre os parlamentares que participaram ativamente da confusão estão:

  • Deputado Rogério Correa (PT-MG)
  • Relator Alfredo Gaspar (União-AL)
  • Deputado Evair de Melo (PP-ES)
  • Deputado Luiz Lima (Novo-RJ)

Os vídeos que circulam nas redes sociais mostram momentos de tensão e discussões acaloradas, com parlamentares se aproximando uns dos outros em clima de confronto. A situação escalou a ponto de ser necessário suspender temporariamente os trabalhos da comissão.

Contexto político da votação

O requerimento que causou toda a polêmica busca autorização para quebra do sigilo bancário e fiscal de Lulinha no âmbito das investigações da CPI do INSS. Esta comissão tem como objetivo apurar possíveis irregularidades no instituto previdenciário, e a inclusão do nome do filho do presidente adicionou um elemento de alta tensão política aos trabalhos.

O senador Carlos Viana, que preside o colegiado, defendeu publicamente que a contagem dos votos foi realizada corretamente, mas enfrentou resistência imediata de parte dos parlamentares presentes. A suspensão da sessão ocorreu como medida para acalmar os ânimos e permitir a retomada dos trabalhos em clima mais adequado para o debate parlamentar.

A expectativa é que a CPI do INSS retome suas atividades nas próximas sessões, mas o episódio deixa claro as divisões e tensões que marcam este processo investigativo. Especialistas em direito parlamentar avaliam que incidentes como este podem impactar tanto o andamento das investigações quanto a imagem pública do Congresso Nacional.

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