Escândalo Epstein Abala Governo Britânico: Demissões e Crise Interna
Caso Epstein Abala Governo Britânico com Demissões

Escândalo Epstein Abala Governo Britânico em Meio a Demissões e Crise Interna

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, declarou nesta segunda-feira, 9, que não pretende renunciar ao cargo, mesmo diante de uma crise política que se intensificou com a saída de dois de seus principais assessores. O escândalo envolvendo o bilionário americano Jeffrey Epstein – acusado de crimes sexuais e que morreu na prisão – tem reverberado no alto escalão do governo, colocando em xeque a estabilidade da administração.

Demissões e Estado de Crise em Downing Street

A sede do governo britânico, Downing Street, amanheceu em estado de crise nesta segunda-feira. Um comunicado oficial divulgado logo cedo defendeu a permanência de Starmer, afirmando que ele está confiante e não renunciará. No entanto, a equipe de governo não demonstra a mesma firmeza.

Nesta segunda-feira, Tim Allan, diretor de Comunicação, pediu demissão. No domingo, 8, foi a vez de Morgan McSweeney, chefe de gabinete, que assumiu a responsabilidade por aconselhar Starmer a nomear Peter Mandelson para o cargo de embaixador nos Estados Unidos – uma posição de extrema importância.

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Peter Mandelson: O Pivô da Crise e Conexões com Epstein

Mandelson, um político experiente do Partido Trabalhista, é o grande pivô dessa crise. Ele mantinha conexões com Jeffrey Epstein, e arquivos publicados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicam que Mandelson teria recebido dinheiro do empresário e vazado documentos sigilosos do governo britânico. A polícia já abriu uma investigação criminal sobre o caso.

Fragilidade do Governo e Divisão no Partido Trabalhista

A popularidade de Starmer, que já era baixíssima – em torno de 18% –, trazia fragilidade ao governo. O caso Epstein e o erro na escolha de Mandelson abalaram ainda mais a credibilidade do primeiro-ministro. O Partido Trabalhista está dividido: uma ala pede a renúncia de Starmer, enquanto outra demonstra apoio total. Essa queda de braço interna pode representar o início de uma ruptura significativa no governo britânico.

Impacto na Família Real Britânica

Os arquivos de Epstein também atingiram a família real. Andrew, irmão do rei Charles, aparece em fotos ligadas ao escândalo. O ex-príncipe, que atuou como representante comercial do Reino Unido, está sendo investigado por suspeita de ter passado informações sigilosas sobre oportunidades de investimento para Epstein.

Além disso, sua ex-esposa, Sarah, é citada em trocas de mensagens com Epstein, onde relata detalhes íntimos de sua filha, a princesa Eugenie. Isso ocorre após a primeira condenação de Epstein por prostituição de menores em 2008.

Um porta-voz do príncipe William e da princesa Kate afirmou que eles estão “profundamente preocupados” e pensando nas vítimas. O Palácio de Buckingham também se manifestou, declarando que está pronto para auxiliar os trabalhos da polícia contra Andrew.

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