Bolsonaro, da prisão, anuncia apoio a Pollon para Senado por Mato Grosso do Sul
Bolsonaro apoia Pollon para Senado por MS em carta da prisão

Ex-presidente Jair Bolsonaro confirma apoio a pré-candidatura de Pollon ao Senado por MS

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) divulgou neste sábado (28), em suas redes sociais, uma carta escrita da prisão por seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro. No documento, o ex-mandatário comunica ter escolhido o nome do deputado federal Marcos Pollon (PL) para disputar uma vaga no Senado por Mato Grosso do Sul nas próximas eleições.

Conteúdo da carta e declaração de Bolsonaro

Na carta, Bolsonaro afirma: "Brevemente, publicarei lista dos nossos pré-candidatos ao Senado pelo Brasil. Por delegação do presidente Valdemar (Costa Neto), tal lista ficaria com minha responsabilidade". Ele complementa: "Adianto que por Mato Grosso do Sul, pelo seu caráter, honra e dedicação enquanto deputado federal, o meu candidato será Marcos Pollon".

O ex-presidente, que está cumprindo pena na Papudinha desde janeiro deste ano após condenação por tentativa de golpe de Estado, escreveu a carta no próprio sábado. A divulgação foi feita por Michelle Bolsonaro, que acompanhou a publicação com um texto explicativo.

Michelle Bolsonaro detalha contexto e defende Pollon

Em seu post, a ex-primeira-dama relatou ter conversado longamente com o marido durante sua última visita à prisão. Ela afirmou que, a pedido de Bolsonaro, publicou a foto da carta em suas redes sociais. Michelle também chamou Pollon de amigo e elogiou sua família.

"Sempre tive um carinho e respeito muito especiais pela família do meu amigo Marcos Pollon. Sua esposa é uma mulher cristã, íntegra e dedicada, que esteve ao meu lado na construção do PL Mulher, um trabalho sério e muito bem organizado", declarou Michelle.

Polêmica recente envolvendo Pollon

No fim do texto, a ex-primeira-dama também saiu em defesa de Pollon, que recentemente viu seu nome ser envolvido numa controvérsia. Na semana passada, reportagens mostraram anotações feitas por Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, que indicavam que o deputado teria pedido 15 milhões de reais para não ser candidato em Mato Grosso.

O filho de Bolsonaro negou as acusações, afirmando que suas anotações foram distorcidas pela imprensa e que Pollon nunca fez tal pedido. Na ocasião, o deputado classificou o episódio como uma plantação para manchar seu nome.

Contexto político e próximos passos

Este anúncio ocorre em um momento delicado para a política brasileira, com o ex-presidente preso e o Partido Liberal (PL) se organizando para as eleições. A carta de Bolsonaro sugere que ele manterá influência na definição de candidaturas do partido, mesmo estando encarcerado.

A pré-candidatura de Marcos Pollon ao Senado por Mato Grosso do Sul agora conta com o endosso público do ex-presidente, o que pode impactar significativamente a disputa eleitoral no estado. Observadores políticos aguardam a publicação da lista completa de pré-candidatos ao Senado anunciada por Bolsonaro na carta.