Estudantes de Enfermagem da Ufam protestam por falta de professores em Coari, AM
Estudantes protestam por falta de professores na Ufam em Coari

Estudantes de Enfermagem da Ufam protestam por falta de professores em Coari, AM

Alunos do curso de Enfermagem da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) realizaram uma manifestação neste sábado (11), em Coari, no interior do Amazonas, contra a falta crônica de professores no curso. O problema, que persiste há mais de um ano, tem causado atrasos significativos na formação de diversas turmas, gerando frustração e incerteza entre os universitários.

Problema prolongado afeta formação acadêmica

De acordo com os estudantes, eles aguardam uma solução para a carência de docentes há mais de 12 meses. Cássio Cavalcante, estudante de Enfermagem que deveria se formar ainda este ano, vê sua conclusão de curso ameaçada pelo impasse. "O estágio que era para ser ofertado para a minha turma não está sendo ofertado. Consequentemente, vamos acabar nos atrasando. A formação era para ser no final do ano", explicou o universitário, destacando o impacto direto na sua trajetória acadêmica.

Alan Maciel, outro aluno afetado, reforçou a gravidade da situação: "Nós estamos com o nosso tripé universitário ameaçado: ensino, pesquisa e extensão. É frustrante ser atrapalhado, principalmente a minha turma, que está no último ano. Os estágios e práticas estão parados". A manifestação ocorreu enquanto os participantes aguardavam uma reunião virtual com gestores da Ufam, buscando respostas concretas para o problema.

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Histórico de protestos e gestão universitária

Este não é o primeiro protesto organizado pelos estudantes. No ano passado, alunos já haviam se mobilizado pela contratação de professores, e em 2026, a gestão da universidade passou por mudanças. No entanto, os manifestantes afirmam que a questão fundamental permanece sem solução, evidenciando uma continuidade nas dificuldades estruturais.

Durante a reunião, representantes da Ufam reconheceram as limitações atuais. O professor Iago Orleans explicou: "Infelizmente, por afastamentos de saúde e situações particulares, temos carga horária descoberta que a instituição ainda não conseguiu cobrir. Hoje, os alunos estão sem professores para cumprir os estágios, o que dificulta a continuidade do semestre". A declaração sublinha os desafios operacionais enfrentados pela universidade.

Medidas em discussão e próximos passos

Em comunicado oficial, a direção da Ufam informou que já agendou uma reunião para a próxima segunda-feira (13) com o Instituto de Biotecnologia e Saúde (ISB), em Coari. Segundo a universidade, o encontro terá como objetivo discutir medidas de curto e médio prazo para mitigar a crise, incluindo a contratação de professores substitutos. A iniciativa busca oferecer alguma perspectiva de resolução, embora os alunos permaneçam cautelosos diante das promessas anteriores não cumpridas.

A situação em Coari reflete desafios mais amplos no ensino superior público, onde a falta de recursos humanos pode comprometer diretamente a qualidade da formação e o futuro profissional dos estudantes. A comunidade acadêmica aguarda ansiosamente por ações efetivas que restaurem a normalidade das atividades letivas.

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