USP lança novo curso de Engenharia Eletrônica e Sistemas Computacionais com foco em IA
USP cria curso de Engenharia Eletrônica com foco em IA e semicondutores

USP lança novo curso de Engenharia Eletrônica e Sistemas Computacionais com foco em IA e semicondutores

A Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP) anunciou oficialmente a criação de uma nova formação acadêmica no campus do bairro do Butantã, em São Paulo. O curso, denominado Engenharia Eletrônica e Sistemas Computacionais, será oferecido no vestibular deste ano para ingresso a partir de 2027, marcando uma inovação significativa no cenário educacional brasileiro.

Detalhes do novo curso e vagas disponíveis

Serão ofertadas 56 vagas anuais, com um currículo especialmente desenhado para atender às demandas emergentes do setor tecnológico, focando em inteligência artificial e semicondutores. Essas vagas foram redistribuídas a partir das 170 originalmente destinadas à Engenharia Elétrica, que agora passa a contar com 114 vagas. A aprovação do curso pelo Conselho Universitário ocorreu em 16 de dezembro do ano passado, resultando do desmembramento de uma das ênfases da Engenharia Elétrica, o que confere autonomia à nova graduação.

O curso será integral, com uma carga horária total de 4.380 horas, distribuídas ao longo de cinco anos, equivalentes a dez semestres. Segundo Gustavo Rehder, professor da universidade e coordenador do curso, houve uma reestruturação profunda para tornar o conteúdo mais racional e alinhado às novas exigências do mercado. "A gente reformou o curso com maior flexibilidade, focando em IA, projetos de semicondutores e em sistemas embarcados", explica Rehder, destacando que a nova graduação já nasce com um foco específico, diferentemente do modelo tradicional da Engenharia Elétrica.

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Diferencial do curso: prática desde o início

Um dos principais diferenciais do curso é a antecipação do contato com a prática da engenharia já no primeiro semestre. "Um dos problemas que a gente enxerga no curso tradicional é que o aluno fica os dois primeiros anos estudando matemática e física sem muito contato com engenharia. E a gente trouxe engenharia para o primeiro semestre", afirma o coordenador. Isso significa que, desde o início, os alunos terão acesso a controladores, projetos integradores e projetos reais desenvolvidos em colaboração com a sociedade.

Como exemplo dessa aplicação prática, Rehder cita o desenvolvimento de rastreadores solares: "No primeiro ano eles desenvolvem, por exemplo, um tracker solar, então eles já aplicam aquilo que estão aprendendo em circuitos elétricos e controladores, além de buscar problemas na sociedade, discutir com as pessoas e propor soluções". Essa abordagem visa não apenas reforçar o aprendizado teórico, mas também fomentar a inovação e a responsabilidade social desde cedo.

Ênfase em IA e semicondutores na formação personalizada

Nos dois últimos anos do curso, os estudantes terão a oportunidade de personalizar sua formação através de trilhas em áreas estratégicas, incluindo:

  • Inteligência Artificial (IA)
  • Semicondutores e Chips
  • Sistemas Embarcados
  • Comunicações e Processamento de Sinais

Rehder ressalta que, embora a universidade já trabalhe com inteligência artificial há muitos anos, o novo curso dará um enfoque maior. "A gente já trabalha com inteligência artificial há muitos anos, mas agora com o curso novo a gente vai dar um enfoque maior não só na utilização, mas na criação e no embarque da inteligência artificial em máquinas e sistemas embarcados", destaca. Isso reflete uma adaptação às tendências globais, preparando os futuros engenheiros para desafios tecnológicos avançados.

Com essa iniciativa, a USP reforça seu compromisso com a excelência acadêmica e a inovação, posicionando-se na vanguarda da educação em engenharia no Brasil. O curso promete atrair candidatos interessados em uma formação moderna e prática, alinhada com as necessidades do século XXI.

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