Estudantes ocupam Secretaria da Educação de São Paulo em protesto contra medidas do governo
Um grupo composto por aproximadamente 20 estudantes da rede pública e representantes de entidades estudantis invadiu uma sala da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo nesta quarta-feira (25), em um ato de protesto contra medidas implementadas pelo governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Entre as políticas contestadas estão a implantação de escolas cívico-militares e o uso de plataformas digitais na educação.
Ocupação e demandas dos manifestantes
Os manifestantes adentraram a sede da secretaria, localizada na praça da República, por volta das 16 horas, e se trancaram em uma sala, exigindo a presença imediata do secretário Renato Feder e do governador Tarcísio de Freitas. A Polícia Militar foi acionada para intervir na situação, mas, conforme informações da própria secretaria, recebeu instruções para não realizar a retirada forçada dos ocupantes.
"Estamos aqui contra o governo Tarcísio e Feder, que estão destruindo a educação e a perspectiva de futuro da juventude", declarou Wesley Gabriel, presidente da UEE (União Estadual dos Estudantes de São Paulo), em entrevista à reportagem. O protesto está sendo transmitido ao vivo nas redes sociais da Upes (União Paulista de Estudantes Secundaristas), ampliando o alcance das reivindicações.
Reivindicações específicas e tentativas de negociação
Wesley Gabriel detalhou as principais demandas do grupo, que incluem:
- Recomposição orçamentária para a educação
- Melhoria na merenda escolar
- Investimentos em infraestrutura das escolas
- Valorização dos profissionais de educação
- Desmilitarização das escolas sem privatizações
- Um projeto educacional conectado ao desenvolvimento do estado de São Paulo e do Brasil
De acordo com a assessoria de imprensa da secretaria da educação, o secretário-executivo Vinicius Neiva tentou, em diversas ocasiões, organizar uma negociação com os estudantes. No entanto, como o secretário Renato Feder está em viagem, essas tentativas não obtiveram sucesso até o momento da publicação deste artigo.
Contexto policial e reunião marcada
A Polícia Militar deixou o prédio às 19h45, após permanecer no local para monitorar a situação. Na noite desta quarta-feira, mais de 40 policiais e nove viaturas estavam posicionados do lado de fora da secretaria, demonstrando a tensão do momento.
Segundo a secretaria, os estudantes já tinham uma reunião marcada com representantes da pasta para sexta-feira (27), com o objetivo de discutir exatamente as pautas que motivaram o protesto. Essa informação levanta questões sobre a necessidade da ocupação, mas os manifestantes afirmam que a ação foi necessária para dar visibilidade urgente às suas demandas.
O protesto reflete um clima de insatisfação crescente entre estudantes e entidades educacionais em relação às políticas do governo estadual, com debates intensos sobre o futuro da educação pública em São Paulo.



