Câmara de BH aprova obrigatoriedade de exame toxicológico para agentes públicos que lidam com crianças
BH aprova exame toxicológico para agentes públicos que atuam com crianças

Câmara de Belo Horizonte aprova projeto que exige exame toxicológico para agentes públicos que atuam com crianças

A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, em primeiro turno, nesta quarta-feira, 8 de maio, um projeto de lei que torna obrigatório o exame toxicológico para agentes públicos municipais que trabalham diretamente com crianças. A proposta recebeu 28 votos favoráveis e nove contrários, avançando para uma nova etapa de deliberação.

Detalhes da proposta e áreas de atuação abrangidas

De autoria dos vereadores Pablo Almeida e Uner Augusto, ambos do Partido Liberal (PL), o projeto estabelece que servidores, empregados públicos e agentes com funções municipais, em regime permanente ou temporário, devem realizar o exame toxicológico como parte da avaliação médica de aptidão para o trabalho. A medida se aplica especificamente a profissionais que atuam em:

  • Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) e Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis)
  • Creches e abrigos infantis
  • Conselhos tutelares
  • Conselho Municipal de Juventude (Comjuve)

Segundo o texto aprovado, o resultado do exame toxicológico será determinante para o exercício da função pública, visando garantir a segurança e o bem-estar das crianças sob cuidado municipal.

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Justificativa e declarações dos autores

O vereador Pablo Almeida defendeu a aprovação do projeto, afirmando que "quem escolheu a vida das drogas não pode cuidar de criança. Não pode ocupar o espaço que tem a mesma missão de ocupar e proteger as nossas crianças". A proposta busca assegurar que profissionais em posições de responsabilidade com menores estejam livres de substâncias que possam comprometer seu desempenho e a integridade das crianças.

Direitos dos trabalhadores e custeio dos exames

O projeto estabelece que os trabalhadores terão direito à contraprova e à confidencialidade dos resultados dos exames toxicológicos. Além disso, a realização dos testes será totalmente custeada pelo poder público municipal, sem ônus financeiro para os servidores. Isso visa equilibrar a necessidade de segurança com a proteção dos direitos individuais dos funcionários.

Próximos passos e tramitação legislativa

Após a aprovação em primeiro turno, o projeto de lei ainda precisa ser submetido a um segundo turno de votação na Câmara Municipal de Belo Horizonte. Se aprovado novamente, seguirá para análise e possível sanção do prefeito Álvaro Damião, do União Brasil. A tramitação reflete um debate mais amplo sobre políticas públicas de proteção à infância e saúde ocupacional no município.

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