O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, declarou em entrevista à CNN Brasil na terça-feira (12) que ainda pretende contar com o senador Ciro Nogueira (PP-PI) no palanque de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. A declaração ocorre dias após Ciro Nogueira ter sido alvo da 5ª fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), na última quinta-feira (7), quando mandados de busca e apreensão foram cumpridos em seu endereço.
“Hoje ainda queremos [Ciro no palanque de Flávio], por que não? Até que se prove alguma coisa contra ele. Se provarem alguma coisa contra ele, a conversa muda”, afirmou Valdemar. O líder do PL ressaltou que o senador tem o direito de se defender publicamente e que sua equipe de defesa está trabalhando para isso.
Ciro Nogueira publicou um vídeo em seu perfil no Instagram na manhã de terça (12) no qual afirma estar sendo investigado por ser um líder da oposição. Ele alega que perseguições ocorrem em anos eleitorais para enfraquecê-lo. “Tem uma coisa que me causou muita estranheza: por que começar essa operação por um líder da oposição? Essas coisas não surgem por acaso, acontecem porque estamos em ano eleitoral. As questões técnicas e provas estão em segundo plano para eles”, disse o senador.
O relatório da investigação da PF aponta que o parlamentar teria recebido pagamentos ilícitos para apresentar a emenda Master, que visava aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Além disso, o ministro André Mendonça, relator do caso, indica que Ciro Nogueira teria recebido um envelope com uma sugestão de emenda parlamentar elaborada pelo Banco Master. Ciro nega que a emenda tenha sido publicada na íntegra conforme recebida no envelope. “Nunca recebi nenhum valor ilícito ou cometi qualquer irregularidade que seja, nesse caso ou em qualquer outro”, declarou o parlamentar no vídeo.
Valdemar ainda elogiou Ciro, chamando-o de grande líder político. “Nós queremos o PP do nosso lado, é um grande partido e tem excelentes políticos”, concluiu.



