Presidente da Câmara define cronograma urgente para PEC que extingue escala 6×1
Em resposta à urgência constitucional enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, estabeleceu um cronograma acelerado para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa abolir a escala de trabalho 6×1. A medida, que já tramita na Casa, recebeu prioridade máxima após reunião com líderes partidários, com o objetivo de viabilizar sua apreciação em tempo recorde.
Sessões extraordinárias para contagem de prazos
Para cumprir os prazos regimentais, Motta determinou a realização de sessões da Câmara nesta quinta e sexta-feira. Essas sessões são cruciais para a contagem do prazo necessário, permitindo que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara possa analisar a PEC já na próxima semana. Caso o presidente da CCJ, Leur Lomanto Junior, decida pautar a matéria na quarta-feira, ele terá a base legal para fazê-lo, acelerando significativamente o processo legislativo.
Objetivo é aprovação até o fim de maio
A estratégia traçada por Hugo Motta e os líderes partidários visa antecipar a ida da PEC para uma comissão especial, onde serão discutidos os detalhes da proposta. O plano é construir um consenso que permita a aprovação tanto no colegiado quanto no plenário da Câmara até o final de maio. Isso reflete um esforço coordenado para atender à demanda do governo federal por uma redução da jornada de trabalho, tema que tem gerado debates intensos no Congresso Nacional.
O alinhamento de cronogramas ocorre em um contexto de pressão política e social, com setores trabalhistas defendendo a mudança como uma melhoria nas condições laborais, enquanto empresários expressam preocupações sobre impactos econômicos. A PEC do fim da escala 6×1 representa uma das principais pautas do governo Lula na área trabalhista, e sua tramitação rápida pode definir o ritmo de outras reformas no setor.
Com as sessões marcadas, a Câmara dos Deputados demonstra compromisso em avançar na matéria, embora desafios regulatórios e negociações políticas ainda possam surgir no caminho. A expectativa é que a CCJ emita um parecer favorável, pavimentando a estrada para votação em plenário e eventual envio ao Senado Federal.



