TCU aprova novo leilão do Aeroporto de Brasília com investimento obrigatório de R$ 1,2 bilhão
TCU aprova leilão do Aeroporto de Brasília com R$ 1,2 bi em investimentos

TCU autoriza novo leilão do Aeroporto de Brasília com exigência de R$ 1,2 bilhão em investimentos

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026, o acordo que repactua a concessão do Aeroporto Internacional de Brasília, pavimentando o caminho para um novo leilão com participação totalmente privada. A decisão ocorre na esteira do recente leilão do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e estabelece um contrato válido até 2037, exigindo da empresa vencedora um investimento mínimo de R$ 1,2 bilhão no empreendimento.

Detalhes do leilão e mudanças na participação acionária

O tribunal determinou que o leilão será realizado ainda em 2026, com um lance mínimo equivalente a 5,9% das receitas brutas da concessão. A Inframerica, atual concessionária, terá participação obrigatória no processo, enquanto a Infraero, que detém 49% do aeroporto atualmente, terá sua participação totalmente diluída em troca de remuneração. Esta movimentação consolida a tendência de privatização no setor aeroportuário brasileiro.

Melhorias previstas e investimentos adicionais

Entre as obrigações da nova concessionária estão melhorias significativas na infraestrutura do aeroporto, incluindo:

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  • Construção de um novo terminal internacional
  • Implantação de um edifício garagem
  • Criação de uma nova via de acesso
  • Aquisição de equipamentos modernos de segurança e inspeção de passageiros e bagagens

Além disso, a empresa vencedora terá a gestão de dez aeroportos regionais menores, localizados em oito municípios do Centro-Oeste, um no Paraná e outro na Bahia. Para essas unidades regionais, está previsto um investimento adicional de R$ 660 milhões, elevando o total obrigatório para R$ 1,88 bilhão.

Aeroportos regionais incluídos na concessão

Os aeroportos que passarão para gestão privada junto com Brasília são:

  1. Juína (MT)
  2. Cáceres (MT)
  3. Tangará da Serra (MT)
  4. Alto Paraíso (GO)
  5. São Miguel do Araguaia (GO)
  6. Bonito (MS)
  7. Dourados (MS)
  8. Três Lagoas (MS)
  9. Ponta Grossa (PR)
  10. Barreiras (BA)

Esta estratégia de formar blocos de concessão visa garantir uma gestão mais eficiente para aeroportos menores que, individualmente, não costumam despertar o interesse do setor privado.

Processo de negociação e órgãos envolvidos

O acordo foi coordenado pela Secretaria de Controle Externo de Solução Consensual e Prevenção de Conflitos (Secex Consenso) do TCU, com a participação do Ministério de Portos e Aeroportos e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), além da própria Inframerica. A decisão representa um marco na modernização da infraestrutura aeroportuária do país, seguindo o modelo bem-sucedido do leilão do Galeão, arrematado pela espanhola Aena por R$ 2,9 bilhões.

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