Credores assumem ações de Tanure na Light e Alliança após bloqueio judicial
Em um desdobramento significativo das investigações sobre o Banco Master, credores de Nelson Tanure comunicaram oficialmente a assunção de suas participações acionárias na concessionária de energia Light e na Alliança Saúde. Este movimento ocorre após o bloqueio de bens do empresário, determinado pelo ministro Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF), em janeiro de 2026.
Contexto do bloqueio e investigações
O bloqueio foi decretado no âmbito das apurações sobre fraudes financeiras cometidas pelo Banco Master, que culminaram em sua liquidação extrajudicial em novembro de 2025. Toffoli apontou indícios de que Tanure atuava como um sócio oculto de Daniel Vorcaro no banco, influenciando operações por meio de estruturas societárias complexas. Os advogados do empresário negaram veementemente essas acusações, classificando a medida como equivocada.
Impacto nas empresas envolvidas
Com a assunção das ações, os credores buscam recuperar recursos perdidos. O fundo Opus, por exemplo, assumiu uma participação de 9,9% na Light, anteriormente pertencente a Tanure. Em comunicado ao mercado, o Opus declarou intenção de alterar o controle ou a estrutura administrativa da concessionária, mas ressaltou que planeja vender essa participação, sem manter-se como acionista a longo prazo.
Mudanças na Alliança Saúde
Na Alliança Saúde, os interesses de Tanure eram representados pela Lormont Participações e pelo fundo Fonte de Saúde. Após a ação dos credores, essa participação conjunta foi reduzida para 6,96%. O fundo Opus ficou com 49,11% das ações, e o fundo Infratelco, da gestora Prisma Capital, adquiriu 10,72%. Ambos os fundos afirmaram, em comunicados, que não pretendem alterar a composição acionária ou a estrutura administrativa da empresa, já tendo iniciado processos para venda dos papéis.
Implicações legais e financeiras
Enquanto o caso continua tramitando no STF, a situação destaca as ramificações jurídicas e econômicas das investigações do Banco Master. A perda de controle acionário por Tanure pode influenciar a governança e o futuro estratégico tanto da Light quanto da Alliança Saúde, empresas-chave em seus respectivos setores.



